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5 Distopias que você precisa ler!

12 julho 2018



Olá, leitores! Hoje vou falar um pouco sobre algumas distopias que considero essenciais para os amantes do gênero. Dessa forma, elaborei um Top 5 dos melhores títulos distópicos que já li e que pretendo ler. 

Para quem não sabe, esse gênero se baseia nas estruturas sociais, onde se reforça o lado negativo de uma civilização apresentada como ideal. Demonstrando a desigualdade e problemas sociais promovidos geralmente por um poder autoritário e opressor, que visa manipular e alienar pessoas.

Além disso, é possível perceber uma estrutura comum da distopia na literatura, onde se tem geralmente um governo corrupto que utiliza diversos mecanismos para controlar a população e a partir desse contexto, a história enfatiza um indivíduo que passa por uma tomada de consciência, percebendo todos os problemas sociais ao seu redor. Assim, o personagem principal junto a seus aliados luta contra esse sistema, em busca de uma ''libertação''.

Vale ressaltar que muitas distopias clássicas se tornaram populares e influenciaram diretamente livros aclamados pelo público jovem, como por exemplo, a trilogia Jogos Vorazes e Divergente. Dessa maneira, procurei elencar algumas obras que considero mais importantes para a literatura distópica.

Cinco distopias clássicas que você precisa ler: 

1- 1984, George Orwell.

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Publicada em 1949, o contexto da história se passa a partir de um sistema totalitário governado pelo ''Grande Irmão''. Esse líder é considerado como um Deus pela população, ele controla tudo e todos através de um aparelho denominado teletela, que visa observar e transmitir notícias para os cidadãos. 
É nesse contexto que conhecemos Winston, um rapaz que odeia o partido, mas depende deste, pois trabalha em um ministério do governo com a função de alterar o passado, ou seja, ao sair uma notícia onde os dados não batem com algo que o Grande Irmão disse em um passado remoto ou não, os jornais são alterados. Winston, enquanto vive pressionado a aceitar o sistema vigente, acaba por, intimamente, se rebelar contra ele e, ao conhecer Julia, por quem se apaixona, ambos partem em uma revolta secreta contra o Partido, unidos pelo amor entre si e pelo desejo de liberdade.
Li o livro recentemente, já tinha conferido outras obras de Orwelll, mas essa com certeza é a melhor e mais impactante. 

2- Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley.

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''Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade- os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia- acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo.'' (Sinopse)
Admirável mundo novo é um dos livros mais incríveis que já tive a oportunidade de ler, foi o meu primeiro contato com a literatura distópica e provavelmente o meu favorito.


3- Fahrenheit 451, Ray Bradbury. 

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''Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, 'Fahrenheit 451', de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.'' (Sinopse)
Confesso que essa obra é para mim, a mais desejada atualmente. Já conhecia o título, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Recentemente assisti a adaptação cinematográfica e me surpreendi bastante, desde então, estou ansiosa para essa leitura.


4- O Conto de Aia, Margaret Atwood.


Resultado de imagem para o conto de aia foto livro''A história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.'' (Sinopse)

Confesso que só li essa obra devido a aclamada série “The Handmaid’s Tale” que é baseada nesse livro incrível. O Conto de Aia é uma obra que com certeza irá te deixar desconfortável e fazer com que se reflita sobre diversos temas que ainda são muito atuais.
Se quiser saber mais detalhes sobre o livro e a série Clique Aqui

5- Laranja Mecânica, Anthony Burgess.
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''Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de '1984', de George Orwell, e 'Admirável Mundo Novo', de Aldous Huxley, 'Laranja Mecânica' é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.'' (Sinopse)
Laranja Mecânica é um clássico do cinema. O filme é cheio de simbolismos, fato pelo qual se torna ainda mais interessante. Entretanto, tive dificuldades para lê-lo, que na minha opinião tem uma narrativa um tanto quanto densa. Mas isso não me impediu de adorar a obra e considerá-la como uma das minhas favoritas.

Comportamento Altamente Ilógico, de John Corey Whaley

28 maio 2018

Comportamento Altamente Ilógico, do autor John Corey Whaley e trazido para o Brasil pela Editora Rocco foi lançado no ano passado, mas só tive a oportunidade de lê-lo agora. Confesso que iniciei a leitura sem saber muito a respeito do que se tratava a história, o que de certa forma foi bom, pois não nutri muitas expectativas.


Ficha Técnica:
Título: Comportamento Altamente Ilógico | Autor: John Corey Whaley | Ano: 2017 | Páginas: 256 | Idioma: Português | Editora: Rocco Jovens Leitores

Neste conhecemos três jovens: Solomon, um garoto recluso de 16 anos; Lisa, uma jovem determinada e que sonha deixar o mais rápido possível o lugar que mora; e Clark, namorado de Lisa e um jovem um tanto engraçado. A história se desenrola em terceira pessoa e os capítulos são alternados a partir da perspectiva de Solomon e Lisa.

Tudo começa há três anos, quando Solomon em um surto passa por um episódio constrangedor e traumático em público, desde então este não sai de casa por nada. Sol possui um grave transtorno de ansiedade e agorafobia, então acredita que só estará seguro caso mantiver-se dentro de casa. Dessa forma, estuda em casa e passa seus dias intercalando entre livros, filmes e séries.

Após o episódio da fonte, ele entendeu o que deveria fazer: afastando-se de tudo que lhe traz pânico, você não entrará em pânico.

Lisa é uma jovem que está no último ano do Ensino Médio e preparando-se para entrar em uma renomada universidade de Psicologia, e para isso, precisa escrever sobre suas experiências com doenças mentais. É quando lhe surge a ideia de procurar por Solomon, ela presenciou o acontecimento traumático há três anos e desde então sempre pensa sobre o que poderia ter acontecido com ele. Assim, Lisa acredita que pode curar Sol e ao mesmo tempo garantir sua vaga na universidade.

A partir disso, Lisa e Clark tornam-se íntimos de Sol, e até conseguem fazer com que o mesmo melhore em alguns aspectos. É bonita a forma que o autor trata a amizade desenvolvida entre eles, mostrando o quão importante é ter por perto pessoas que te influenciem a progredir e o poder que elas têm em sua vida.

Com personagens extremamente carismáticos, uma narrativa fluída e capítulos curtos é um livro que pode ser lido rapidamente. Entretanto, traz consigo assuntos sérios, sem deixar que seja uma leitura carregada de tensão. De forma geral, o indico para quem esteja procurando uma leitura rápida e engraçada, mas que traz consigo temas de importante reflexão.

Não importa o quanto você se esconda, o mundo te encontra e te dá motivos para sair das sombras.

A ascensão do mal, de Danielle Paige

23 dezembro 2017



A ascensão do mal é a continuação do livro Dorothy tem que morrer. Narrado em primeira pessoa, com o ponto de vista da protagonista, Amy Gumm.

Amy continua em sua caçada à Dorothy e segue passando por diversas aventuras.
Ela já sabe que precisa remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho e tomar a coragem do leão.

Senti a magia em todos os poros, em cada pelo dos meus braços. Eu a sentia na ponta dos meus cílios. Estava vibrando com ela quando o Leão veio para cima de mim com um rugido alto o suficiente para rachar o mundo.


As bruxas malvadas querem usar Amy como uma arma para conseguirem matar Dorothy. Mas Amy não segue muito bem o plano. Dorothy continua viva. Amy precisa manter Oz a salvo e descobrir como vencer essa batalha para Dorothy morrer.


Revelação: eu meio que sou uma bruxa. Revelação completa: sou uma péssima bruxa. Não péssima no sentido de malvada, mas, ei, talvez eu seja malvada também. Quem sabe?


A história vai fluindo aos poucos e Amy vai em uma crescente da sua personalidade. Temos alguns mistérios revelados e o toque de fantasia e magia deixa a história como um verdadeiro reconto.



O segundo volume não foi tão bom quanto o primeiro. Acho que por muitas vezes, o volume dois de uma série é bem assim, pois vai abrindo novos caminhos para a história. Além do mais, fica complicado escrever mais sobre o livro sem soltar spoilers.

O Livro do Cemitério, Neil Gaiman

11 dezembro 2017


Em minha vida de leitora, eu li poucas coisas do Neil Gaiman, mas ao ver essa edição de O Livro do Cemitério, adaptada para quadrinhos, não pude resistir e solicitei para a Editora Rocco me enviar. Não sabia o que esperar, mas acabei tendo uma leitura maravilhosa.

Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.



Quando a gente vê o livro, acha que ele é todo macabro, todo de terror, mas se engana quem apenas o julga superficialmente. O Livro do Cemitério traz várias reflexões sob a perspectiva de uma criança, sob o olhar de uma criança e isso realmente deixa o leitor vidrado, a inocência infantil chama a atenção dentro desse cenário. Como a sinopse diz, Nin era um garoto vivo que vivia no cemitério com fantasmas, logo ele não estaria preso lá? Ele queria viver sua vida, mas como se desprender daquilo que ele vivenciou até o momento? Seu nome "Ninguém Owens" é uma forte referência sobre o que o personagem precisará passar. Além disso, o personagem passa por todos os descobrimentos e nós leitores podemos acompanhar seu desenvolvimento.

Por ser uma adaptação em quadrinhos, a leitura foi extremamente rápida, mesmo eu parando várias vezes para apreciar os traços do ilustrador, que conseguiu deixar a história densa, mas com o tom reflexivo, não com o horror do cemitério. As ilustrações conseguiram agregar a história de um modo a formatar a minha cabeça a imaginar realmente os personagens daquela forma, assim como as situações.

Neil Gaiman sempre escreve histórias que nos trazem alguma coisa de relevante, que nos acrescenta, que nos faz pensar. No Livro do Cemitério não foi diferente, com a linguagem simples e a rapidez de um quadrinho, consegui refletir sobre muita coisa, inclusive, ter uma crise existencial, devido a carga pesado que muitas vezes sutilmente o autor joga na nossa cara. A reflexão do estar preso e querer se libertar, mas gostar da onde está preso.

Em suma, a primeira parte dessa adaptação, foi muito satisfatória, me deixando com muita vontade de ler a continuação e saber do final. Leve, fluído e emocionante, são com certeza as palavras que eu descreveria O Livro do Cemitério. Eu indico para todos aqueles que gostam de quadrinhos e tem interesse em ler algo do autor.

Livro cedido em parceria com a editora.


Vidas muito boas, de J.K Rowling

27 novembro 2017



Vidas Muito Boas é um livro para de ler em pouquíssimo tempo. Este traz um discurso realizado pela J.K Rowling, autora da renomada série Harry Potter, em 2008 para a Universidade de Harvard.

Somos transportados às suas vivências passadas, principalmente relacionadas às de quando ela estava formando-se, assim como o público alvo de seu discurso. J.K Rowling, relata suas angústias, medo e fracassos de forma nua e crua. E, visa acima de tudo, apresentar aos seus ouvintes conselhos e informações que ela gostaria de ter tido quando tinha a mesma idade desses.

Vocês jamais conhecerão verdadeiramente a si mesmos, nem a força de seus relacionamentos, se ambos não foram testados pela adversidades.

A autora traz em seu discurso a importância do fracasso para a evolução do ser humano e da imaginação, não somente como fonte de inovação e invenção, mas como uma ferramenta de mudança quando aliada a empatia. Além disso, ela também frisa a importância de manter laços de amizades, o quão importante são elas em nossas vidas.

Eu creio que li este livro exatamente no momento certo! Ele simplesmente me deu uma injeção de ânimo e força para levantar a cabeça e olhar meus fracassos e dificuldades por um ângulo diferente, de forma menos negativa, para os tornarem um meio pelo qual eu possa executar mudanças na minha vida.

A imaginação não é apenas a capacidade exclusivamente humana de idealizar o que não existe e, portanto a fonte de toda invenção e inovação; em sua capacidade seguramente mais transformadora e reveladora, é o poder que nos permite sentir empatia pelas pessoas cujas experiências nunca partilhamos.

É incrível como nós seres humanos tendemos a sempre enxergar as pessoas de maneira superficial. E digo isso, porque eu fiz isso, nunca imaginei que uma autora tão renomada como a J.K Rowling poderia ter passado por perrengues como os relatados no livro por ela. E esse é mais um ensinamento, mesmo que indiretamente, que o livro me trouxe: jamais julgar alguém por algo que vemos somente superficialmente, pois muitas vezes as informações que temos acesso são somente a ponta do iceberg que são as vivências experimentadas por um ser humano.

Em relação a edição da editora Rocco só tenho elogios. Tudo nele foi meticulosamente pensado para trazer aos leitores o que autora gostaria de passar aos seus leitores. As ilustrações, diagramação e a edição em capa dura, estão extremamente bem feitas.

Enfim, de forma geral, o recomendo para quem deseja ter uma boa dose de reflexões, do tipo para carregar para a vida toda. E, acima de tudo, para quem deseja ter uma vida boa, repleta de fracassos - para o crescimento pessoal - e muita imaginação!

Não precisamos de magia para transformar nosso mundo; todos já temos dentro de nós o poder de que precisamos: o poder de imaginar melhor.
Livro cedido em parceria com a editora Rocco.  

Gostar de Ostras, de Bernardo Ajzemberg

20 novembro 2017


Gostar de Ostras é um livro publicado pela Editora Rocco, do autor Bernardo Ajzemberg. O autor traz a história de um jornalista solteiro e entediado de trinta e poucos anos e um espalhafatoso casal de franceses octogenários são os protagonistas do novo romance do prestigiado escritor, tradutor e jornalista Bernardo Ajzenberg. Em Gostar de Ostras, Marcel e Rachelyne Durcan invadem o cotidiano monótono de Jorge, seu vizinho, de forma semelhante à trepadeira que cresce desordenadamente no jardim do prédio onde moram, compensando sua presença caótica com uma flor roxa de beleza intensa. Com sua prosa ao mesmo tempo firme e sensível, Ajzenberg envolve o leitor com a história dessa amizade improvável, que levará os Durcan a revisitar seu passado difícil, incluindo os motivos que fizeram com que deixassem seu país, e que mostrará a Jorge que a vida pode ser mais desafiante e colorida do que ele se acostumou a imaginar

A princípio, eu não sabia o que esperar desse livro, pois não havia lido nada dele na internet. O que me chamou a atenção, foi justamente a capa, que trazia uma espécie de árvore com raízes e uma cor rose nude de fundo. Não conhecia o autor, não entendia muito bem o que a história queria passar, mas fui profundamente imersa quando comecei a ler e acabei tendo uma das melhores experiências literárias do ano.

*~~*

Acho importante quando um livro traz a banalidade do cotidiano e mostra que, muitas vezes, ficamos em um estado de inércia muito grande. Incapazes de degustar os prazeres da vida, apenas focados na rotina que acaba ficando intrínseca em nós. Quando o personagem Jorge, conhece o casal francês, ele vê seu cotidiano abalado e ameaçado, e como lidar com isso? Como lidar com o novo?

A narrativa do autor é em 1ª pessoa e mostra exatamente como Jorge se sente ao conhecer o casal. Há um momento que ele até pensa em como a risada de Rachelyne é escandalosa e como isso o incomoda de certo ponto. A escolha da 1ª pessoa me pareceu importante para mostrar justamente a quebra de expectativa do personagem e principalmente para situar o leitor dentro de sua cabeça e de todo aquele processo de mudança.

"Desde os primeiros momentos, fiquei pasmo com a risada histérica, aguda e espaçosa de Rachelyne, absolutamente desproporcional ao seu corpo de no máximo quarenta quilos distribuídos em, se muito, um metro e meio de altura. Não que fosse algo muito comum, mas quando ela ria era para valer:  o som parecia o canto de uma coruja assustada no meio da noite" p; 55

Os personagens são cativantes a sua maneira, pude ver o contraste em cada um e isso foi muito curioso e até mesmo desbravador. O livro não possuí nem 200 páginas, portanto, há um pouco desenvolvimento por parte do casal, visto que o foco está mesmo em Jorge, esse sim, um personagem bem construído e desenvolvido dentro da história. A escrita do autor é envolvente e poderosa, me deixando totalmente cativada e imersa enquanto lia. Além disso, causa um sentimento de pertença no leitor, porque em muitas situações nos enxergamos em Jorge.

Em suma, não consegui ainda colocar em palavras o meu sentimento com esse livro. Eu gostei muito, mas não consigo identificar totalmente o que eu mais gostei. Gostar de Ostras é um livro poderoso e que me fez me sentir de forma diferente durante a leitura. É com certeza uma leitura que eu indico para todo mundo que busca um livro que te faz crescer junto com o personagem e entender melhor a importância de certos detalhes na vida. 

Livro cedido em parceria com a editora Rocco.

Novidades Literárias de Novembro/2017

13 novembro 2017


Olá leitores! Faz muito tempo que eu não trago os lançamentos das editoras por aqui não é mesmo? Mas no mês de novembro tem tanta coisa legal e maravilhosa chegando no mercado que estou fazendo esse post para deixá-los cientes (e também porque a Black Friday está chegando"). Temos Julia Quinn, Neil Gaiman e ainda uma Ficção Cientifica que particularmente to muito ansiosa para ler. Vamos conferir?

LADY WHISTLEDOWN CONTRA-ATACA
Julia Quinn e outras autoras

Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown contra-ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável. 




UM BEIJO À MEIA-NOITE
Eloisa James


Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal.

O LIVRO DO CEMITÉRIO HQ
Neil Gaiman (Adaptação P. Craig Russell)

Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história

CHRONOS: VIAJANTES DO TEMPO
Rysa Walker

Os eventos da premiada Trilogia Chronos se iniciam quando Kate descobre que sua avó é uma historiadora viajante do tempo — nascida alguns séculos à frente, mas presa ao presente por conta de um acidente — e possui um artefato, um medalhão azul reluzente, que permite realizar saltos temporais para qualquer época e local. Tudo parece um absurdo no início, mas uma leve interferência na linha temporal faz com que os pais de Kate sumam do mapa e ela seja a próxima da lista. Arriscando sua vida, ela aceita a missão de tentar voltar no tempo para evitar um homicídio que é a chave de tudo e colocar as coisas no seu devido lugar. Mas se ela for bem sucedida, a interferência também terá um custo pessoal. Neste primeiro volume, o leitor é transportado para a Exposição Universal de 1893, em Chicago, quando a Roda Gigante foi apresentada pela primeira vez e o serial killer H. H. Holmes dirigia um hotel construído especialmente para receber os visitantes da feira (e sumir com seus corpos). Em meio a tantos fatos históricos e curiosos, Kate precisa agir pontualmente para não estragar nada, e ainda impedir a ascensão de um culto religioso bastante poderoso que ameaça afetar o universo como o conhecemos

O Urso e o Rouxinol, de Katherine Arden

07 novembro 2017

O Urso e o Rouxinol, é uma fantasia de estréia escrita pela autora Katherine Arden e publicado pelo Grupo Editorial Rocco no ano de 2017. O livro é considerado uma mistura de Game of Thrones com mitologia nórdica do autor Neil Gaiman, e conta com uma história que se passa em uma Rússia medieval, abordando mitologias e conto de fadas.

O urso e o rouxinol mistura aventura, fantasia e mitologia ao acompanhar a jornada da jovem Vasya, criada, junto aos irmãos, num vilarejo próximo de uma floresta, e que cresceu ouvindo de sua ama contos e lendas sobre criaturas que vivem nas matas e que precisam receber oferendas para manter o mal adormecido em seu interior. Mas a chegada de Anna, madrasta de Vasya vinda da capital, de hábitos católicos, e de um padre ortodoxo que resolve instituir as práticas cristãs no vilarejo, provoca uma mudança na rotina da menina e abre as portas para uma terrível catástrofe. Sensível e determinada, Vasya é a única que consegue enxergar e conversar com esses seres fantásticos e torna-se a última esperança para salvar o povoado onde nasceu da destruição.

*~~*
"A excitação percorreu suas veias. Tinha pensado que apodreceria ali, no fim do mundo, mas de fato havia uma batalha, uma disputa pelo domínio das almas de homens e mulheres, o diabo de um lado e ele, como mensageiro de Deus, do outro. " p. 116

Desde que vi a capa de O Urso e o Rouxinol já fiquei totalmente encantada, mas quando vi a sinopse, foi que meu interesse se aguçou por completo. Eu conheço muito pouco da Rússia, apenas os clichês, e soube que se eu lesse esse livro, eu entenderia mais sobre sua cultura e, neste caso, sua mitologia. Já adianto que sai muito satisfeita com o que encontrei nesse livro.

Como toda história que se ambienta em um lugar desconhecido pelo leitor, eu levei um pouco de tempo para me familiarizar com os personagens, seus nomes russos e o lugar onde tudo se passava, ainda mais por ser na era medieval. No entanto, conforme as páginas vão se virando, a autora consegue situar seu leitor e isso torna tudo mais instigante e mais fácil.

Não que o livro seja fácil, ele não é tão leve quanto aparenta, mas a autora tem uma narrativa fluída e um escrita ágil, fazendo com que os desenvolvimentos e acontecimentos da história e personagens se desenrolem de maneira assertiva. Confesso que os personagens não chegaram a me cativar, nem consegui me envolver muito com eles, criando um laço afetivo, entretanto, a história é muito boa e eu consegui absorver ainda assim tudo o que a autora quis passar e transmitir com a o vilão, história apresentados.

Quando você lê fantasia, você precisa se desprender de crenças e embarcar no mundo proposto pelo autor. É começar a enxergar e viver dentro da história. Eu consegui perfeitamente vivenciar uma Rússia medieval e captar as nuances de sua mitologia. Portanto, se você busca uma leitura diferente, rica e bem escrita, O Urso e o Rouxinol é exatamente o que você deve ler. 

Livro cedido em parceria com o Grupo Editorial Rocco ♥

Lembra aquela vez, de Adam Silvera

25 outubro 2017


Lembra aquela vez, do autor Adam Silvera, é um livro young adult lançado pela Editora Rocco, que conta a história de Aaron Sato, um jovem que está crescendo no Branx, em NY, pouco tempo depois de tentar o suicídio e de encontrar seu pai morto com a própria navalhada de barbear. Aaron assiste atentamente a mãe conferir os folhetos de um novo instituto que realiza cirurgias para apagar memórias. Nosso protagonista se aproxima da namorada, que sempre esteve ao seu lado, inclusive e principalmente nos momentos mais difíceis, mas é quando conhece Thomas, um garoto da vizinhança, é que se tornam grandes amigos, inclusive para esses momentos difíceis e, é nessa amizade, que surge um sentimento diferente entre Aaron e Thomas e cada vez mais os dois estão se apaixonando. 

A galera da vizinhança, que nunca deu bola para Aaron, inclusive nos momentos mais difíceis, resolve dar uma lição no garoto, para ensinar que aquilo era errado, mas Aaron acaba batendo a cabeça, e algo acontece. Novas memórias começam a surgir. Será que ele foi submetido ao processo do instituto? Mas para esquecer exatamente o que? O que aconteceu?
"As lembranças continuam girando na minha cabeça, torcendo dentro de mim como uma faca. Não quero esperar para ver o que vai acontecer comigo nesta história trágica que estou vivendo." Pág. 224

Quase não li livros com a temática LGBT, mas quando vi a sinopse de Lembra aquela vez, fiquei totalmente empolgada para conferir, visto que conheço poucas histórias do gênero e a sinopse realmente me chamou a atenção. O que encontrei nesse livro foi uma sensibilidade inacreditável por parte do autor, capaz de transpassar através das páginas e tocar meu coração e minha mente, me fazendo pensar por horas e chorar muito após a finalização da leitura.
Fazia muito tempo que eu não lia young adults, mas Lembra aquela vez, me fez perceber que tudo está a salvo e que romances originais ainda existem. Fiquei extasiada com a forma de contar a história de Aaron, a construção dos personagens e seus desenvolvimentos, me fez perceber que tudo isso é muito importante, a causa é muito importante e eu comprei a história do personagem e me senti pertencente a ele e a sua história. O que o autor fez foi brincar com os sentimentos do leitor, dando uma narrativa em 1ª pessoa e fazendo com que a imersão seja totalmente realista.

A escrita do Adam é fluída, mas o leitor consegue sentir a densidade e o peso que algumas horas o livro traz, justamente abordando a tentativa de suicídio e o preconceito. Além disso, a forma de lidar do personagem é muito interessante, é como se o leitor realmente entrasse na cabeça de Aaron e sentisse tudo o que ele sente e pensa. O desenvolvimento do romance foi uma das coisas mais lindas e amáveis que eu já presenciei na literatura. Nada foi depressa, tudo foi tão sereno quanto os protagonistas. Uma das coisas que eu mais gostei desse livro, é justamente o autor trazer os personagens sem máscaras, e sim, sendo quem eles realmente são.

É um livro de verdade, um livro muito bem escrito. Em suma Lembra aquela vez é um romance inteiramente sensível e totalmente necessário, abordando temáticas importantes para os adolescentes e jovens adultos e, o melhor de tudo, fazendo com que pessoas consigam olhar de fora da situação e enxergar os personagens, enxergar isso nos seus semelhantes e criar um laço de empatia que é deveras importante no momento atual. Se você busca livros que falem sobre romances LGBTs, que falam sobre a importância da amizade, da família e do amor, é uma ótima dica. Não me arrependi e você também não vai se arrepender.

| RESENHA #192 | JANE AUSTEN ROUBOU MEU NAMORADO, CORA HARRISON

14 agosto 2017

É sempre bom conhecer autores novos, ainda mais quando eles falam sobre uma das autores mais incríveis de todos os tempos: Jane Austen. em "Jane Austen roubou meu namorado", a autora Cora Harrison, conseguiu trazer de forma leve e delicada um pouco sobre a infância e adolescência de Jane, falando de seus amores, de sua vida, através de uma narradora diferente e ousada para época e, acima de tudo, uma narradora que não é a própria Jane.

Cora conta sobre como Jane roubou seu namorado, a escritora irlandesa narra através de fatos retirados do diário de Jane e traz um ar ficcional sobre a história. 

ISBN-10: 8579802245
Ano: 2017
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores
Gênero: chick-lit, romance, jovem adulto
Livro cedido em parceria com a editora.
Nota: 3/5
Sinopse: Baseado nos diários da escritora Jane Austen na adolescência, este divertido romance juvenil é uma história de aventura, mistério, fofocas e, claro, flertes e paixões. Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre este ano, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia. Em Jane Austen roubou meu namorado, a escritora irlandesa Cora Harrison recria, para os jovens de hoje, a atmosfera dos livros da própria Jane Austen mesclando ficção e dados reais, a partir dos diários da autora de Orgulho e preconceito. O livro retrata as peripécias amorosas da futura escritora, que já se considerava uma especialista em assuntos do coração, e de sua prima Jenny.
A narrativa do livro é simples e fluida, a escrita de Claire é gostosa e deixa o leitor bem à vontade durante a leitura, mas não provoca muitas sensações, visto que a curiosidade que o senti durante a leitura foi se esvaindo, devido a falta de profundida nos personagens. Acredito que por ser um Young Adult e chick-lit, a parte em que me interessava, no caso a vida de Austen, acabou sendo vazia e não me prendendo como era proposto. 

No entanto, a história é divertida e os personagens captam nossa afeição, de modo que a leitura se torna despretensiosa e leve. O ponto e o objetivo da obra, não é trazer a escrita erudita ou mesmo reviver o modo de escrever de Jane Austen, e sim mostrar outra face da moeda, a outra parte, a que Jane roubou o namorado da escritora Cora Harrison. A história mescla fatos históricos e reais com a ficção e isso foi a parte em que me prendeu, mesmo depois acabando ficando entediada.

A edição da editora Rocco está linda, a diagramação está ótima, sem problemas de tradução ou revisão. Como chick-lit, a narrativa não foge do padrão e quem está acostumado a ler livros do gênero, não encontrará grandes dificuldades, mas se assim como eu, o leitor buscar mais além do que entretenimento, o livro acaba deixando a desejar.

Em suma, a história de como Jane roubou o namorado de Cora é um deleite para fãs ávidos da autora de Orgulho e Preconceito, mas para aqueles que não conhecem bem a autora, o assunto, o tema principal da obra pode ser cansativo e enjoativo. Mas indico de olhos fechados, visto que a leitura, apesar de algumas ressalvas, foi despretensiosa e gostosa. 

| RESENHA #190 | STATUS: EM MUITOS RELACIONAMENTOS COMPLICADOS, DE MATTESON PERRY

14 julho 2017


Nos tempos atuais, as redes sociais se tornaram uma grande ferramenta para conhecer pessoas e desenvolver relacionamentos. Há quem diz que a tecnologia veio para afastar as pessoas, mas acredito que também tenha o lado bom nisso tudo, o lado que aproxima quem está longe e também da essa oportunidade de conhecer pessoas que - talvez a gente nunca conheceria -. 

O autor Matteson Perry, roteirista e ator do stand up comedy, pensou em escrever sobre o assunto baseando-se em suas próprias experiências. Levantando a questão sobre tinder, happn e outros aplicativos de relacionamentos e se é realmente o "Match" pode ir para algo na vida "real". Matteson então resolve desenvolver um plano para entender melhor como funciona a vida de solteiro no mundo virtual. Sua vida amorosa nunca foi lá aquelas coisas, então quando ele começa a conhecer várias mulheres, se divertir um pouco, sair da zona de conforto, ele mergulha de cabeça nesse mundo de paquera e relacionamentos digitais. O propósito de "Status: em muitos relacionamentos complicados" é mostrar que, apesar das inúmeras formas de se relacionar pela internet, nem sempre é fácil ou acessível como todos pensam. De  um jeito cativante, Matterson nos guia para essa história divertida sobre o mundo dos relacionamentos virtuais.


 ISBN-10: 8595170002
 Ano: 2017
 Páginas: 256
 Idioma: português
 Editora: Fábrica 231
 Livro cedido em parceria com a editora.
Sinopse: Tinder, Happn e dezenas de outros aplicativos de relacionamentos disponíveis no mundo virtual facilitaram, e muito, a vida de quem está a procura de um par, seja para um encontro descompromissado ou mesmo para algo mais sério. Mas diante de tantas possibilidades, quais são as chances de “dar match” na vida real? O roteirista e ator de stand up comedy Matteson Perry resolveu escrever sobre o assunto com base em suas próprias experiências. Tímido, meio nerd, sua vida amorosa nunca foi das mais bem-sucedidas. Já na casa dos 30 anos, quando sua namorada resolve deixá-lo do dia para a noite, Matt desenvolve um plano: Ficar solteiro por um ano. Conhecer várias mulheres. Ninguém sair ferido. Determinado a sair da sua zona de conforto, se divertir um pouco e se conhecer melhor, ele mergulha de cabeça no mundo da paquera e dos relacionamentos digitais e conhece 29 garotas diferentes. Mas como será que seu coração sairá dessa? Uma história divertida e ousada que mostra que as relações no mundo de hoje não são tão fáceis e acessíveis quanto parecem.

"Status: em muitos relacionamentos complicados" foi um livro que chegou meio de paraquedas na minha vida, pois quem iria ler era uma colaboradora, mas por causa da inatividade do blog, ele acabou ficando comigo. Não sabia muito bem o que esperar, mas a leitura acabou sendo mais satisfatória e divertida do que eu imaginava. 

Matteson Perry buscou retratar sobre as mulheres que passaram em sua vida nesse ano em que ficou solteiro. Apesar de ser uma obra de não-ficção, o autor contou em várias crônicas e isso deixou o texto bem mais gostoso de ser lido. Apesar da narrativa fluida e da diversão contida na escrita de Matt, o livro deixou a desejar em sua proposta, pois acredito que seja um tema muito interessante, mas a abordagem não chegou a surtir efeito em mim, como leitora.

Ao meu ver, um autor que se propõe discutir sobre um assunto como relacionamentos em mídias sociais, deveria se aprofundar mais e falar mais sobre como a superficialidade das relações internéticas estão afetando as relações cara-a-cara. Mas achei que tudo foi retratado com essa mesma superficialidade e de forma banal. Talvez esse tenha sido  o propósito do autor, apenas entreter e divertir o leitor, mas eu ainda sinto que ele poderia ter explorado mais a joia rara que ele tinha em mãos. 

Apesar dessa superficialidade que me incomodou, não posso negar que me diverti lendo e até consegui associar a vários momentos da minha vida. Em alguns momentos, me senti representada pelo autor e isso me deixou bem mais imersa nas histórias. Portanto, apesar de achar a obra um tanto quanto vazia, foi interessante e divertida a leitura. 

Em síntese, Status: em muitos relacionamentos complicados, é uma leitura legal, mas dispensatória dependendo do que vocês estiverem procurando. É um livro que pouco acrescenta, pois a discussão é vazia e pouco contribuinte para o leitor. A conclusão que o autor chega é óbvia e acredito que qualquer um que pense além do senso comum, poderia chegar nessa mesma conclusão. Mas a leitura é indicada para quem quer ler sobre o assunto de forma divertida e leve. 

| RESENHA #188 | A MAGIA DA RAPOSA, INBALI ISERLES (FOXCRAFT #1)

01 julho 2017


Quando vi no catálogo de lançamentos da Editora Rocco, o livro “Foxcraft: a magia da raposa”, já fiquei completamente entusiasmada para realizar a leitura. Até porque, amo livros infanto juvenis que trabalham com animais e natureza. No caso desse livro, temos como protagonista, uma raposa. O Livro foi escrito pela inglesa Inbali Iserles e conta a história de Isla, uma jovem raposa que vivia sua vida tranquilamente até que tudo mudou quando sua família desapareceu misteriosamente. Isla vivia brincando e se aventurando nos limites das terras dos sem-pelo (a raça humana), estava desenvolvendo habilidades e se tornando uma grande raposa. Após o desaparecimento de sua família, Isla se vê forçada a fugir e se aventurar no mundo cinza dos humanos, mas acaba sendo caçada por um inimigo muito cruel. 


ISBN-10: 8579802954
Título: A Magia da Raposa
Série: Foxcraft # 1
Autora: Inbali Iserles
Ano: 2017
Páginas: 272
Idioma: português 
Editora: Rocco Jovens Leitores
Classificação: 4/5 - ★★★★☆
Livro cedido em parceria com a editora.
Sinopse: Destemidas, solitárias, trapaceiras, pouco confiáveis... Seja em fábulas ou ditos populares, o imaginário coletivo não tem sido muito generoso com as raposas. A inglesa Inbali Iserles, uma autora premiada e apaixonada por animais, convida os leitores a conhecer melhor esses seres incríveis com a série Foxcraft, uma emocionante trilogia de fantasia protagonizada por uma raposa filhote. Isla vive nos limites das terras dos sem-pelo (os humanos) e está começando a desenvolver suas habilidades. Um dia, ao retornar para sua toca, ela está em chamas e cercada por raposas estranhas. E sua família não está em lugar nenhum. Forçada a fugir, Isla escapa para o frio e cinza mundo dos sem-pelo e é caçada por um inimigo cruel. Para sobreviver e encontrar sua família, Isla precisará dominar a antiga arte das raposas – poderes mágicos conhecidos apenas por elas – e desvendar os segredos da Foxcraft.

O único livro que li onde um animal narrava foi do David Duchovny, Holy Cow, e amei de mais. A Magia da Raposa veio me lembrar o quão bonita pode ser uma fábula. Eu sempre gostei de raposas, inclusive pretendo tatuar uma, então conforme fui conhecendo mais Isla, nossa protagonista, fui me apaixonando por ela.

A história é muito bem contada, por ser infanto juvenil, a narrativa é fluída, leve e despretensiosa, além de dar uma grande lição no final de tudo, como é de praxe em fábulas. As raposas normalmente são consideradas traiçoeiras e astutas de mais, mas Isla, uma filhote, vem pra mostrar que os estereótipo não é tão real assim. Ela demonstra compaixão, honestidade e, além de tudo, muita empatia com seres diferentes dela e, em sua busca pessoal, acaba conhecendo e se relacionando com muitas espécies diferentes.

A autora Inbali conseguiu construir uma fantasia para todas as idades, desenvolvendo seus personagens de forma certeira e ainda com um enredo bem alinhado e coerente. Em nenhum momento me senti entediada ou enjoada de ler, pois a história de Isla e sua jornada é bastante envolvente e cativante.

Toda a magia da raposa, o foxcraft, me fez ficar maravilhada e acreditando muito na força e no poder das raposas. Além disso, os personagens secundários que aparecem, e, até mesmo os vilões, são muito bem escritos e coerentes com o universo e a fantasia criados pela autora. Fiquei muito incomodada com a retratação de nós humanos. É realmente muito tenso perceber o quão ruins podemos ser e ainda por cima destruir o habitat de outros seres vivos.

O desenrolar do plot principal foi muito bem feito, a ponto de eu ficar curiosa com o que estava realmente acontecendo e os motivos do sumiço de sua família. Além disso, a mitologia dos anciões foi muito bem aproveitada e minha fascinação pela obra cresceu no momento em que a autora desenvolveu sobre eles.

Em suma, A Magia da Raposa, é uma fábula divertida, leve, muito bem escrita e envolvente. Apesar de ser destinada ao público juvenil, pode ser lida por qualquer idade, pois sua história e seus personagens permitem a cativação de qualquer pessoa que tenha coração, rs. Eu indico o livro e definitivamente foi uma leitura muito prazerosa.