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SEBO: 5 motivos para frequentar + minhas comprinhas lá!

25 julho 2018


Você já visitou um sebo? Mais do que uma simples "loja de livros usados", esses espaços compõem uma verdadeira atmosfera que contagia os amantes da literatura. Da mesma maneira que os brechós têm sido re-valorizados ultimamente pelas fashionistas por abrigarem peças cheias de expressão e história (ah, o queridinho vintage!), os sebos também devem ser considerados pelo leitor apaixonado como uma alternativa consciente e sustentável para renovar os títulos da estante de casa.

Como amante da literatura e de sebos, hoje resolvi trazer para vocês uma lista com 5 motivos para frequentar esses lugares, além das minhas próprias comprinhas dessa semana. Se você nunca pisou em um sebo, ou pior, ainda guarda preconceitos contra as prateleiras de seminovos, eu vou te convencer a dar-lhes uma chance. Agora, se você já ama garimpar livros naquele precinho e não tem medo de um pouquinho de poeira, essa lista vai reforçar aquilo que você já sabe: sebos são demais!


Os sebos abrigam uma variedade imensa de livros, só é preciso saber explorar suas prateleiras.

MOTIVO 1: LÁ VOCÊ ENCONTRA RARIDADES, EDIÇÕES ESGOTADAS E CLÁSSICOS DA LITERATURA QUE UMA LIVRARIA COMUM NÃO TEM

Uma das maiores vantagens dos sebos é a oportunidade de ter contato com edições mais antigas. Parece óbvio, não? Mais ou menos; o que acontece é que, algumas vezes, um livro velho não é apenas um livro velho: pode ser a sua chance de colocar as mãos em uma edição especial ou um título clássico que já não é mais enviado para as livrarias. Só em um sebo você tem a oportunidade de encontrar algumas raridades, e é por esse motivo que verdadeiros colecionadores amam esse espaço. A variedade é imensa, você só precisa saber garimpar!

MOTIVO 2: É UMA ATITUDE CONSCIENTE E SUSTENTÁVEL

O sebo promove um comportamento que é completamente contrário ao descarte e ao desperdício: aquele livro que alguém não quer mais pode ser de valor para você. Um livro que está parado na sua estante porque você já leu há séculos e nem olha mais pode ser a nova aventura de outra pessoa. Na atualidade, em que tanto se fala de sustentabilidade e consumo consciente, essa cultura de não deixar um livro morrer, de dar nova vida a ele nas mãos de outro leitor, é simplesmente sensacional. Como já mencionei anteriormente, se os brechós são o símbolo da moda sustentável, o sebo é pura literatura sustentável. + aproveitamento + amor + consciência - consumo desenfreado e - lixo! Oh yes!

Livros são coisinhas fantásticas demais para serem abandonadas logo depois da primeira leitura.

MOTIVO 3: O PREÇO É ACESSÍVEL...

Vamos combinar: para o cidadão brasileiro médio, um livro novo (em formato físico) não é barato. Já me considero privilegiada por comprar mais de um livro por mês, e para isso tenho que estabelecer a leitura como uma de minhas prioridades, escolhendo não gastar em outros itens supérfluos (porque sim, por mais que a gente ame de paixão, livro é um item bem supérfluo, não é comida). A não ser que você esteja dentro daquela pequena porcentagem da população com uma renda excepcionalmente alta, você não tira cinquenta, sessenta reais da carteira como se não fosse nadinha. MAS EU TENHO BOAS NOTÍCIAS! No sebo você pode encontrar livros em ótimo estado até 90% mais baratos em relação ao preço original. O mesmo livro que você vê na livraria por cinquenta pila, às vezes só com um ou outro arranhãozinho, por vinte, quinze reais. Dá gosto de comprar!

MOTIVO 4: ...E ÀS VEZES VOCÊ NEM PRECISA TIRAR DINHEIRO DO BOLSO. 

Que tal trocar livros? Quando você leva seus próprios livros usados para um sebo, geralmente vão te dar duas opções: vender ou trocar. Geralmente, a troca é mais vantajosa para o comerciante, porque ele ganha um produto novo e você leva um produto ali que está parado. É por isso que o valor de troca dos seus livros costuma ser superior ao valor da venda, e acaba sendo vantajoso para você também! Levando para eles aqueles livros que não te interessam mais, você pode adquirir títulos novos sem tirar uma única moedinha do bolso

MOTIVO 5: MAIS DO QUE UMA LOJA, É UMA EXPERIÊNCIA

Em um sebo, cada livro é único. Você pode se deparar com pequenas surpresas engraçadas: uma dedicatória apaixonada, uma homenagem alegre ou um grifo peculiar (ou ainda, uma manchinha de gordura, não faz mal). Os livros usados, assim como as roupas, os espaços e as pessoas, têm história. O sebo é pura história! E muitos deles também vendem outros tipos de itens antigos, como discos de vinil, CD's, DVD's, fitas cassete e VHS, games, mangás, revistas, às vezes até eletrônicos. Coisas que você não vai ver todo dia!

Discos de vinil são um exemplo do que você pode encontrar em um sebo  além dos livros.

Vale a pena selecionar um espaço na sua agenda, chamar amigos e visitar os sebos da sua cidade. Ainda tem alguma dúvida? Então dá uma olhada nas preciosidades que eu adquiri na minha última visita a um sebo, essa segunda-feira:

MINHAS COMPRINHAS NO SEBO

1. Um grito de amor do centro do mundo, de Kyoichi Katayama (Editora Alfaguara)


Sinopse: Os adolescentes trocam juras de amor; prometem nunca mais se separar. Mas uma tragédia fará com que o destino de ambos seja irremediavelmente alterado. 'Um grito de amor do centro do mundo' é um dos romances japoneses mais lidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema e para uma série de TV, além de ter se tornado um mangá de sucesso no Japão.

Em ótimo estado, super novo, com poucas marquinhas de sujeira na capa e contracapa, páginas ainda bem brancas.

2. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil (Editora Intrínseca)


Sinopse: Fernanda Gentil é repórter esportiva e uma das apresentadoras mais queridas da tevê. Conquistou milhares de fãs na cobertura da Copa do Mundo de 2014, da qual foi eleita musa. No vídeo, é uma profissional competente e divertida. De perto, é igualmente engraçada. Nas páginas de Gentil como a gente, transforma suas experiências pessoais num relato adorável.

Adoro e admiro muito a Fernanda Gentil, amei encontrar o livro dela por lá! Está como novo, sem nenhuma imperfeição visível. 

3. Incidente em Antares, de Erico Verissimo (Editora Globo Livros)


Sinopse: Em Incidente em Antares, Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo.

Livro com poucas imperfeições, apenas um ou outro trecho afundado/amassado na capa. Páginas bem claras e limpas.

4. On the road, de Jack Kerouac (Editora L&PM Pocket)


Sinopse: Sal Paradise é o narrador de On the road - pé na estrada. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem muitos amigos. Até que em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento - de uma geração assim como dos personagens.

Tava a fim de ler esse livro já fazia um tempo, a hora chegou. Está um pouquinho amarelado e tanto a capa quanto a contracapa apresentam alguns arranhões e marquinhas de sujeira. Deve ser o mais velho entre os que comprei dessa vez. Chuto que deve ter por volta de 7-10 anos.

5. [FAVORITO] O gigante enterrado, de Kazuo Ishiguro (Editora Companhia das Letras)


Sinopse: Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova — será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R.R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, O gigante enterrado fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

Encontrar esse livro foi o ponto alto do meu dia! Andei fazendo uma resenha de outro livro do Ishiguro, que você pode conferir aqui, e já estava a fim de ler o próximo. Tive a sorte de encontrar O gigante enterrado por aproximadamente 1/3 do seu preço nas livrarias e em perfeitíssimo estado, novinho como se tivesse saído da gráfica ontem. Essa edição da Companhia das Letras é linda. Apaixonei!

E aí, o que acharam? Vocês também já fizeram compras legais em sebos? Ou tem vontade de fazer? Já leram algum desses livros que eu coloquei aqui? Contem a experiência de vocês nos comentários. E até a próxima!


O "Gatão" (nome dessa fofura de quatro patas) é o símbolo do Sebo Cultura, em Maringá-PR.

*As fotos dessa publicação foram feitas no Sebo Cultura, em Maringá-PR. Ele fica na Rua Santos Dumont, número 3033. Telefone: (44) 3269-8424. Ele também faz parte da plataforma virtual de livreiros Estante Virtual, que você pode acessar aqui.

5 Distopias que você precisa ler!

12 julho 2018



Olá, leitores! Hoje vou falar um pouco sobre algumas distopias que considero essenciais para os amantes do gênero. Dessa forma, elaborei um Top 5 dos melhores títulos distópicos que já li e que pretendo ler. 

Para quem não sabe, esse gênero se baseia nas estruturas sociais, onde se reforça o lado negativo de uma civilização apresentada como ideal. Demonstrando a desigualdade e problemas sociais promovidos geralmente por um poder autoritário e opressor, que visa manipular e alienar pessoas.

Além disso, é possível perceber uma estrutura comum da distopia na literatura, onde se tem geralmente um governo corrupto que utiliza diversos mecanismos para controlar a população e a partir desse contexto, a história enfatiza um indivíduo que passa por uma tomada de consciência, percebendo todos os problemas sociais ao seu redor. Assim, o personagem principal junto a seus aliados luta contra esse sistema, em busca de uma ''libertação''.

Vale ressaltar que muitas distopias clássicas se tornaram populares e influenciaram diretamente livros aclamados pelo público jovem, como por exemplo, a trilogia Jogos Vorazes e Divergente. Dessa maneira, procurei elencar algumas obras que considero mais importantes para a literatura distópica.

Cinco distopias clássicas que você precisa ler: 

1- 1984, George Orwell.

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Publicada em 1949, o contexto da história se passa a partir de um sistema totalitário governado pelo ''Grande Irmão''. Esse líder é considerado como um Deus pela população, ele controla tudo e todos através de um aparelho denominado teletela, que visa observar e transmitir notícias para os cidadãos. 
É nesse contexto que conhecemos Winston, um rapaz que odeia o partido, mas depende deste, pois trabalha em um ministério do governo com a função de alterar o passado, ou seja, ao sair uma notícia onde os dados não batem com algo que o Grande Irmão disse em um passado remoto ou não, os jornais são alterados. Winston, enquanto vive pressionado a aceitar o sistema vigente, acaba por, intimamente, se rebelar contra ele e, ao conhecer Julia, por quem se apaixona, ambos partem em uma revolta secreta contra o Partido, unidos pelo amor entre si e pelo desejo de liberdade.
Li o livro recentemente, já tinha conferido outras obras de Orwelll, mas essa com certeza é a melhor e mais impactante. 

2- Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley.

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''Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade- os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia- acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo.'' (Sinopse)
Admirável mundo novo é um dos livros mais incríveis que já tive a oportunidade de ler, foi o meu primeiro contato com a literatura distópica e provavelmente o meu favorito.


3- Fahrenheit 451, Ray Bradbury. 

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''Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, 'Fahrenheit 451', de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.'' (Sinopse)
Confesso que essa obra é para mim, a mais desejada atualmente. Já conhecia o título, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Recentemente assisti a adaptação cinematográfica e me surpreendi bastante, desde então, estou ansiosa para essa leitura.


4- O Conto de Aia, Margaret Atwood.


Resultado de imagem para o conto de aia foto livro''A história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.'' (Sinopse)

Confesso que só li essa obra devido a aclamada série “The Handmaid’s Tale” que é baseada nesse livro incrível. O Conto de Aia é uma obra que com certeza irá te deixar desconfortável e fazer com que se reflita sobre diversos temas que ainda são muito atuais.
Se quiser saber mais detalhes sobre o livro e a série Clique Aqui

5- Laranja Mecânica, Anthony Burgess.
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''Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de '1984', de George Orwell, e 'Admirável Mundo Novo', de Aldous Huxley, 'Laranja Mecânica' é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.'' (Sinopse)
Laranja Mecânica é um clássico do cinema. O filme é cheio de simbolismos, fato pelo qual se torna ainda mais interessante. Entretanto, tive dificuldades para lê-lo, que na minha opinião tem uma narrativa um tanto quanto densa. Mas isso não me impediu de adorar a obra e considerá-la como uma das minhas favoritas.

5 Motivos para ler Jane Austen

22 junho 2018


Oi amores, hoje eu vim falar de uma escritora clássica que eu particularmente amo muito: Jane Austen. Bom, para quem não conhece, jane Austen foi considerada uma das maiores romancistas da literatura inglesa do século XIX. Autora de "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade", dois clássicos mais conhecidos. 

Jane nasceu em 1775 em Steventon, Hampshire, na zona rural da inglaterra. Desde de muito nova mostrava seu talento com as palavras e com seus 17 anos já havia escrito seu primeiro romance "Lady Susan" que só foi publicado em 1871, após o ano de sua morte. "Razão e Sensibilidade" e "Orgulho e Preconceito" foram rejeitados por um editor em 1797 e só foram publicadas em 1811 e 1813 respectivamente. Além das obras que já citei, Jane ainda escreveu "Mansfield Park" (1814), "Emma" (1816), "A Abadia de Northanger" (1817) "Persuasão" (1818). Jane Austen faleceu em 1817, com seus 41 anos, na Inglaterra.

E por que eu resolvi falar sobre ela? Talvez vocês descubram com os meus 5 motivos para ler Jane Austen.


1- Em primeiro lugar, o que me deixa fascinada é a ambientação. Jane escreve sobre os modos e os costumes de uma Inglaterra do século XIX. E o mais interessante é que não foi preciso nem um tipo de pesquisa histórica, pois ela viveu tudo aquilo. É uma ótima pedida para quem gosta de romances de época, assim com eu.

2- A escrita de Jane é sutil mas ao mesmo tempo cheia de criticas e ironias leves. Suas criticas se baseiam nos comportamentos da sociedade da época, como as mulheres que buscavam ascender socialmente através de um casamento. Bem humorada e com um enredo envolvente, ela sempre consegue transmitir em suas obras seu ponto de vista.

3- Seus personagens são sempre femininos, talvez como uma representação dela mesma,    mas isso eu que estou dizendo    e muito cativantes. Com personalidades fortes e pensamentos a frente da época, algumas delas não aceitam as imposições sociais. Sempre buscando ser independentes, como nossa querida Elizabeth, personagem principal de "Orgulho e preconceito". 

4- Apesar de seus livros terem sido escritos há algum tempo, sua escrita chega a ser atemporal. Falando muitas vezes de personalidades, atitudes, situações e sentimentos que presenciamos nos dias de hoje. 

5- Apesar de algumas pessoas acharem um pouco ruim o ritmo de algumas obras, tudo faz parte do estilo de Jane. Sua escrita é diferente de muitos dos livros que li. A verdade é que talvez ela não te fisgue no começo da história, mas sim no meio onde tudo é explicado e desenvolvido. Então não desistam dela.


Para quem não leu Jane ainda, e acha que irá encontrar um romance cheio de beijos e amassos, pode tirar o cavalinho da chuva. Isso não vai acontecer. Talvez essa seja a magia de Jane Austen, deixar a gente sempre com aquele gostinho de quero mais. Para mim é isso que deixa os romances com um tom elegante e encantador.

Alguns dos Romances foram adaptados para os cinemas e outros foram baseados em Jane e seus romances.
Vou deixar aqui minhas recomendações dos que eu mais gostei. 

- Orgulho e Preconceito (2005) 
    com Keira Knightley e Matthew Macfadyen 

- Emma (1996)
    com Gwyneth Paltrow

- Austenland (2013)
    com Keri Russell e JJ Feild

- O Clube de leitura de Jane Austen (2007) - Adaptação de um livro com o mesmo nome da autora Karen Joy Fowler.

Esses foram os cinco motivos que eu consegui listar, sem dizer nenhuma vez que ela é somente maravilhosa e isso basta haha. Vocês podem encontrar mais motivos, ou fatos que agradam a cada um. E meu concelho é: dê uma chance à Jane Austen.