Resenha: Gone Girl

Elenco: Ben Affleck - Nick Dunne
Rosamund Pike - Amy Dunne
Boyd Holbrook - Jeff
Carrie Coon - Margo Dunne
EUA , 2014 - 149 minutos 
Suspense
Direção:  David Fincher
Roteiro:  Gillian Flynn
Nota: 4,5
Sinopse: Na época de seu quinto aniversário de casamento, Nick Dunne (Ben Affleck) avisa a polícia que sua linda mulher, Amy (Rosamund Pike), está desaparecida. Sob pressão da polícia e da imprensa, a imagem desse casamento perfeito começa a desmoronar. Logo, suas mentiras e seu comportamento estranho fazem todo mundo começar a perguntar: Será que Nick Dunne matou sua mulher?



Gone Girl (Garota Exemplar no Brasil), é o novo filme do diretor David Fincher (o mesmo responsável pelos épicos “Clube da Luta” e “Se7en”). Adaptação da obra de mesmo nome de Gillian Flynn, também roteirista, o filme retrata a história do casal Nick (Ben Affleck) e Amy (Rosamund Pike) que desaparece de maneira suspeita no dia da boda de cinco anos de casório. A polícia então entra no caso, e acaba encontrando pistas que encriminam Nick pelo sumisso ou possível homicidio da esposa.


O cenário do longa passa uma sensação de abandono, desesperança e ao longo do filme você pode perceber que essa desesperança vem do convívio do casal, ambos perderam o emprego e passavam por uma crise financeira que afetou o casamento, fazendo com que Nick se afastasse de Amy, e Amy ficando cada vez mais e mais desamparada com as atitudes do marido.


Sabendo do afastamento do casal e com todas as pistas apontando para Nick como culpado, começa um jogo de quebra-cabeças. E é ai que entra a narrativa de Amy, (até então o filme só mostrava um ponto de vista) e tudo vai ficando claro, tanto para Nick como para o espectador. O suspense do filme aumenta, o deixando com uma pulga atrás da orelha para descobrir esse mistério.
Com essa grande virada de ponto de vista que o filme dá, podemos entender o que Fincher e Flynn pretendiam passar. Como podemos nos enganar ao analisar uma pessoa, como sempre estamos olhando para um lado quando as coisas acontecem do outro. Como a vida, junto com suas etapas (as amizades, os relacionamentos amorosos que mantemos) podem se basear em jogos de aparência, em manipulações e como com elas conseguimos o que desejamos.




“Toda história tem dois lados.”

Resenha escrita por Heloisa Lança (@wantbeitall).
Até a próxima!



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