Olá, leitores! Hoje vou falar um pouco sobre algumas distopias que considero essenciais para os amantes do gênero. Dessa forma, elaborei um Top 5 dos melhores títulos distópicos que já li e que pretendo ler.
Para quem não sabe, esse gênero se baseia nas estruturas sociais, onde se reforça o lado negativo de uma civilização apresentada como ideal. Demonstrando a desigualdade e problemas sociais promovidos geralmente por um poder autoritário e opressor, que visa manipular e alienar pessoas.
Além disso, é possível perceber uma estrutura comum da distopia na literatura, onde se tem geralmente um governo corrupto que utiliza diversos mecanismos para controlar a população e a partir desse contexto, a história enfatiza um indivíduo que passa por uma tomada de consciência, percebendo todos os problemas sociais ao seu redor. Assim, o personagem principal junto a seus aliados luta contra esse sistema, em busca de uma ''libertação''.
Vale ressaltar que muitas distopias clássicas se tornaram populares e influenciaram diretamente livros aclamados pelo público jovem, como por exemplo, a trilogia Jogos Vorazes e Divergente. Dessa maneira, procurei elencar algumas obras que considero mais importantes para a literatura distópica.
Cinco distopias clássicas que você precisa ler:
1- 1984, George Orwell.
Publicada em 1949, o contexto da história se passa a partir de um sistema totalitário governado pelo ''Grande Irmão''. Esse líder é considerado como um Deus pela população, ele controla tudo e todos através de um aparelho denominado teletela, que visa observar e transmitir notícias para os cidadãos.
É nesse contexto que conhecemos Winston, um rapaz que odeia o partido, mas depende deste, pois trabalha em um ministério do governo com a função de alterar o passado, ou seja, ao sair uma notícia onde os dados não batem com algo que o Grande Irmão disse em um passado remoto ou não, os jornais são alterados. Winston, enquanto vive pressionado a aceitar o sistema vigente, acaba por, intimamente, se rebelar contra ele e, ao conhecer Julia, por quem se apaixona, ambos partem em uma revolta secreta contra o Partido, unidos pelo amor entre si e pelo desejo de liberdade.
Li o livro recentemente, já tinha conferido outras obras de Orwelll, mas essa com certeza é a melhor e mais impactante.
2- Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley.
''Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade- os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia- acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo.'' (Sinopse)
Admirável mundo novo é um dos livros mais incríveis que já tive a oportunidade de ler, foi o meu primeiro contato com a literatura distópica e provavelmente o meu favorito.
3- Fahrenheit 451, Ray Bradbury.
''Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, 'Fahrenheit 451', de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.'' (Sinopse)
Confesso que essa obra é para mim, a mais desejada atualmente. Já conhecia o título, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Recentemente assisti a adaptação cinematográfica e me surpreendi bastante, desde então, estou ansiosa para essa leitura.
4- O Conto de Aia, Margaret Atwood.
Confesso que só li essa obra devido a aclamada série “The Handmaid’s Tale” que é baseada nesse livro incrível. O Conto de Aia é uma obra que com certeza irá te deixar desconfortável e fazer com que se reflita sobre diversos temas que ainda são muito atuais.
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5- Laranja Mecânica, Anthony Burgess.
''Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de '1984', de George Orwell, e 'Admirável Mundo Novo', de Aldous Huxley, 'Laranja Mecânica' é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.'' (Sinopse)
Laranja Mecânica é um clássico do cinema. O filme é cheio de simbolismos, fato pelo qual se torna ainda mais interessante. Entretanto, tive dificuldades para lê-lo, que na minha opinião tem uma narrativa um tanto quanto densa. Mas isso não me impediu de adorar a obra e considerá-la como uma das minhas favoritas.
