Título: Uma Dama Imperfeita - Os Preston #2
Autora: Lucy Vargas
Ano: 2016
Páginas: 384
Idioma: Português
Editora: Charme
Gênero: Romance de Época

Sinopse: Com seu futuro e sua reputação em risco, Bertha Gale descobre que nem a dama mais perfeita do baile consegue fugir do escândalo quando ele quer tomar seu coração e revirar sua vida, despertando paixão e ruína por onde passa. Determinada a viver o seu primeiro amor, mas com o coração despedaçado, Bertha decidirá entre fugir ou se entregar e sobreviver às consequências. Eric Northon, Lorde Bourne, é um escândalo ambulante. E tem mais problemas do que conta. Último herdeiro dos Northon, ele podia aprontar de tudo na temporada. Desde que se casasse no final. Ele só não podia se encantar pela dama mais perfeitamente imperfeita da cidade. E decidir arrebatá-la. Para sempre. Sem medir esforços ou consequências. Divirta-se com o grupo mais mal falado e cheio de apelidos que Londres já viu. Ninguém sairá impune da inesquecível temporada de 1816.

Classificação: 5/5


No primeiro livro da série, O Refúgio do Marquês (já resenhado aqui), conhecemos a história de Caroline e Henrik e o amor que os uniu. Neste segundo volume, pulamos alguns anos na história e seremos apresentados a história romântica de Bertha, a protegida do casal e acompanhante da filha deles, Lydia. 


Lydia tem o dom de se meter em confusão e Bertha acompanha todos os seus passos a fim de evitar maiores danos ou amenizá-los. No início da temporada de 1816, em Londres, as duas moças se envolvem em uma situação problemática por culpa de uma façanha de Lydia que acarretou em um Lorde Deeds, vulgo Lorde Pança, muito bem desmaiado. Enquanto as garotas tentavam solucionar o problema, sem muito exito, Lorde Bourne as pega no flagra e acaba por ajudar Bertha e Lydia em troca delas concordarem em dar a ele duas danças cada uma em quaisquer bailes da temporada. 

Eric Northon, o Lorde Bourne, é um solteiro muito rico e extremamente cobiçado pelas mães e suas filhas, todas em busca de um casamento satisfatório, com título e dinheiro em jogo. Por um sentimento de dever para com sua sobrinha, a qual ele tem a guarda, Eric resolve que naquele ano se casará e conseguirá a esposa perfeita para ele. A busca pela esposa adequada fica ligeiramente complicada, quando ele se encanta perdidamente por Bertha Gale, que não possuí sangue nobre ou dinheiro em montes. 

Eu gostei muito da minha experiência com o primeiro volume da série, mas Uma Dama Imperfeita fez com que eu amasse a história e soubesse com certeza que Lucy Vargas é imensamente incrível e tem o dom não somente de escrever com maestria, mas também com amor e tocar nossos corações com suas histórias e personagens. 



O casal deste livro sofre por causa de um amor ''proibido'', já que Bertha é vista como uma escolha inadequada de esposa, perante a sociedade, para um Lorde como Eric Northon. No inicío, Bertha tenta de todas as formas negar seus sentimentos por Eric e fugir dele. Por outro lado, ele tem cada vez mais certeza dos sentimentos que possui pela moça e nem sequer pensa em desistir dela. 


Toda a aflição em volta dos dois e do romance que florescia entre eles, me deixou extremamente ansiosa para para vê-los juntos e felizes logo, sem nada e nem ninguém atrapalhando a vida deles. Mas Lucy Vargas soube conduzir bem o drama dentro da trama, tanto com muitos momentos angustiantes como vários momentos divertidos a beça. Mostrou o valor da amizade e da família, da união que definitivamente faz a força maior. 

Ri, sorri e chorei com Uma Dama Imperfeita e indico com plena confiança o livro. Para quem leu o primeiro volume, não perca tempo e adquira já este segundo, pois vale muito a pena. 


Ano de produção: 2017
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman / Patrick Stewart / Dafne Keen


Sinopse: Em 2029, o mutante Logan (Hugh Jackman, em sua última atuação no papel de Wolverine), agora com seu fator de cura debilitado, procura viver uma vida pacata cuidando secretamente de seu antigo mentor, o professor Xavier (Patrick Stewart), um mutante com poderes telecinéticos e que agora sofre de demência. Quando a pequena mutante X-23 (Dafne Keen) precisa fugir de mercenários a serviço de um laboratório de experimentos com mutantes, Logan se vê forçado a ajudá-la a cruzar o país, levando junto seu idoso mentor.

Sobre o título: 
Depois dos filmes solo “X-Men origens: Wolverine” (2009), e “Wolverine - Imortal” (2013), LOGAN conclui a trilogia retratando o drama de como deve ser para alguém tentar viver o resto da vida normalmente após tê-la vivido como um herói. E é proposital que o filme receba o título de LOGAN, pois após cumprir sua jornada no mundo, o que sobra ao herói é a pessoa; após ter vivido como Wolverine, o que lhe resta é ser apenas Logan. E esta é a primeira honestidade do filme, seu título. Não é um filme sobre o herói Wolverine, é um filme sobre a pessoa humana de Logan. Honestidade do início ao fim, do título à última cena. LOGAN é o filme mais honesto que você verá sobre super-heróis até hoje. Diferente de qualquer filme de super-heróis, o filme não trata de superpoderes, mas sim de nossas fragilidades humanas.

É um filme sobre nossas fragilidades

É surpreendente como o filme quebra o estereótipo do super-herói sobre-humano, incansável e invencível. Em LOGAN, os super-heróis estão fragilizados.

A primeira fragilidade que assistimos com enorme estranheza é a do próprio protagonista. Logan, um mutante com o poder se regenerar de qualquer ferimento, inclusive prolongando sua vida regenerando suas células, encontra-se agora envelhecido, com o corpo castigado por cicatrizes, e desprovido da agilidade do passado. Em seguida, testemunhamos – com certo humor, mas que logo se converte em comoção e empatia – um professor Xavier extremamente idoso e caduco, vivendo à base de remédios e isolado do contato com as pessoas.

E essa é a primeira grande sacada do filme. Com poucos “E se...?” para se explorar depois de tantos filmes sobre os X-Men, o roteiro explora não uma, mas duas geniosas possibilidades logo de cara. A primeira é: “E se o professor Xavier sofresse de demência em seus últimos anos de vida? Quão perigoso para seria para as pessoas ao redor se o poder de matar apenas com a força do pensamento estivesse fora de controle?”. Sua enfermidade, uma analogia também à doença de Alzheimer, o faz esquecer os atos que cometera durante seu descontrole, e fazendo-o inclusive duvidar das intenções de seu leal cuidador, Logan, tomando-o por uma decepção, que apenas espera que ele morra para poder tornar a viver sem esta responsabilidade. Dói em nós quando Logan ouve isso de Xavier, assim como dói em cada cuidador quando um enfermo com doença de Alzheimer se torna violento e esquecido de toda a dedicação que sua família lhe presta. Sofremos por Logan e sofremos por Xavier. O filme não esquece nem mesmo do detalhe de como deve ser difícil o cotidiano dos dois nas mínimas necessidades fisiológicas, como na breve cena sutil e comovente, tão cômica quanto trágica, em que Xavier precisa usar o banheiro e Logan precisa acomodá-lo no vaso sanitário e esperar na porta que ele termine suas necessidades para limpá-lo. Foi de uma sensibilidade impagável.

O segundo “E se...?” genial do roteiro é a grande sacada para explicar que um dia Logan também morrerá: “E se o metal inserido no corpo de Wolverine para que ele se tornasse indestrutível começasse a interferir em seu fator de cura, debilitando seu corpo e, por fim, matando-o?”. É convincente, sem precisar de qualquer explicação extra. O terceiro “E se...?” do roteiro também é muito convincente: “E se a ameaça aos mutantes não fosse uma guerra contra humanos e sim o controle dos poderes mutantes através de manipulação genética para fins militares?”. De fato, imagine se no mundo realmente nascessem pessoas com superpoderes. Elas seriam temidas e rejeitadas apenas pelo cidadão comum, mas é óbvio que seus poderes mutantes seriam desejados, estudados e replicados para fins militares. E é aí que entra a criança Laura, codinome X-23, um clone de Wolverine. Criada para ser uma arma mortífera, Laura (Dafne Keen em uma atuação impecável, revelando uma excelente carreira de atriz pela frente) deve aprender com Logan a controlar seus impulsos e a se tornar mais humana. Logan sabe que sua vida não pode ser mais redimida. Suas falhas foram muitas. Mas assim como uma geração tem a chance de redimir seu passado depositando sua esperança nas gerações seguintes, Logan deposita em Laura, sua “filha”, a chance de ter uma vida diferente da sua: “Não seja o que fizeram de você”, ele diz a ela em seu derradeiro momento psicanalítico.

É um filme sobre morte

Tem muita morte no filme. Muita mesmo. Só Logan e Laura estripam, decapitam e mutilam dezenas de vilões. E é chocante ver uma criança matando pessoas como se fosse um animal, mas isso não aparece na trama como violência gratuita. Wolverine e X-23 foram criados e treinados como máquinas de matar e o mais honesto é que matem violentamente qualquer um que os ameace. Outras crianças mutantes, criadas com Laura, têm igualmente sua cota de matança quando são perseguidos e isso também é plausível porque eles também foram treinados para isso.

Mas o grande carrasco dos protagonistas, o verdadeiro antagonista do filme, e também uma grande reviravolta para o espectador, é a aparição da arma X-24, um clone de Wolverine adulto. Ele vem representar simbolicamente a sombra de Logan; ele é a verdadeira máquina de matar para a qual Logan fora criado; sem remorso ou consciência, ele só obedece ao cientista que o criou, e mata sem descanso qualquer um que cruzar o seu caminho. X-24, essa representação do lado sombrio do próprio Logan e contra o qual ele lutou a vida toda, é responsável pelas mortes mais dramáticas do filme. Além de matar uma família inocente, X-24 mutila o professor Xavier enquanto este pensava estar confessando seus sentimentos para Logan, em uma cena comovente, tanto quanto à cena em que Xavier morre em seguida nos braços de Logan. “Salve a Laura”, diz Xavier à Logan, antes de morrer. Xavier não estava se referindo somente à Laura como pessoa, mas à Laura como símbolo da pureza e esperança de Logan e que sua parte sombria queria matar. Xavier morre para Logan porque o velho sábio precisa passar seu manto adiante. Sua missão fora cumprida.

É com a inserção de X-24 na trama que o filme nos apresenta de maneira inédita a condição psicológica de todos nós. Tanto Logan, como Laura, como X-24 são a mesma pessoa. Eles são cada um de nós também. Logan representa o self atormentado pelos traumas do passado. X-24 representa o lado mais animal e sombrio de nós mesmos, que só deseja satisfazer seus instintos. E Laura representa nossa criança interior, totalmente livre para ser condicionada ou para o mal ou para o bem. 

X-24 também termina sendo o responsável pela morte do próprio Logan – só um Wolverine poderia matar outro Wolverine. Após várias cenas de luta em que o velho Logan enfrenta seu lado mais brutal representado por X-24, Logan morre empalado entre as costelas em um tronco de árvore. X-24, o lado sombrio de Logan, o derrotou, mas é por sua vez derrotado por Laura, o lado esperançoso e puro de Logan. Em seus últimos minutos de vida, Logan encontra seu lado mais humano consolando Laura, sua “filha”, que implora dramaticamente para que ele não morra. Mas Logan já havia dito para Laura, e para nós, enfatizando como é a vida real enquanto segurava um gibi dos X-men em cenas anteriores: “Na vida real pessoas morrem”. 

Claro que nós espectadores também não queremos que Wolverine morra. Mas a maior honestidade do argumento do filme é que os heróis precisam morrer para que nós evoluamos e sejamos heróis de nós mesmos também. Na última cena, ao redor do túmulo de Logan, as crianças mutantes, agora a salvo, têm todo um futuro pela frente, com a responsabilidade de fazerem suas próprias escolhas, em seu caminho pessoal de individuação: “Não seja o que fizeram de você”. A câmera vai se aproximando das pedras que cobrem o túmulo. O espectador mais resistente e apegado aguardará que alguma pedra se mova, que alguma garra de metal emerja das profundezas, anunciando que o herói não morreu. Mas os heróis têm que morrer. A câmera se aproxima das pedras. Nada acontece. O herói está morto. A tela escurece. É o fim da vida. Sem cena pós-crédito. Não há pós-crédito. A história acabou, a história mais honesta de todos os filmes de herói. E devemos ser gratos ao filme por essa dolorosa lição. Assim como a personagem Laura, somos ainda crianças em nossa caminhada, e precisamos mortificar nosso passado – esse nosso eu que nos impede de crescer – para evoluirmos e amadurecermos por conta própria, para sermos heróis de nossa própria história, porque “não há como voltar. Certo ou errado, essa é a nossa marca. Uma marca que se gruda. Agora, corra para casa e diga que está tudo bem. Não há mais armas no vale”.

Autor da crítica: Vitor Junior

Título: Too Late
Autor: Colleen Hoover
Páginas: 300
Idioma: Inglês 
Editora: Publicado no Wattpad
Sinopse: Sloan iria para inferno e voltará por seu irmão mais novo. E ela vai, todas as noites. Forçados a permanecer num relacionamento com o perigoso e corrupto Asa Jackson, Sloan vai fazer o que for preciso para garantir que seu irmão tenha o que precisa. Nada vai entrar em seu caminho. Nada, exceto Carter. Sloan é a única coisa boa que já aconteceu com Asa. Ele sabe disso e ele nunca planeja deixá-la ir; mesmo que ela não aprove o seu estilo de vida. Mas, apesar da desaprovação de Sloan, Asa sabe o que é preciso para conseguir o que quer. Ele sabe o que precisa fazer para permanecer no topo. Nada vai ficar em seu caminho. Nada, exceto Carter.

Classificação: 4/5 

Há algum tempo venho "namorando" esse livro, na verdade, o e-book disponível para compra na Amazon. Mas o que eu não sabia e, descobri recentemente, é que ele tem a versão gratuita no Wattpad!Inclusive, nossa queridinha Colleen Hoover o escreveu com a intenção de o publicar na plataforma (essa mulher é um amor, não é?!). 


Nesse conhecemos Sloan, Asa e Carter. Os capítulos são narrados alternadamente por eles, nos permitindo ter uma visão mais ampla a respeito dos ocorridos.  Sloan é uma jovem que foi obrigada a amadurecer precocemente. Tudo por ter uma mãe desnaturada que não dava a mínima aos seus filhos, principalmente ao que mais necessitava de cuidados. Assim, quem cumpria o seu papel era a jovem. Ela nunca se importou, desde sempre amou o irmão com todas as suas forças, porém é inegável que ela tenha renegado muitos momentos de sua vida em prol disso. O primeiro encontro. O primeiro beijo. A primeira transa.

Enquanto isso, Asa é completamente seu oposto. Apesar de ter uma família perturbada assim como Sloan, Asa soube aproveitar bem a sua vida apesar das sequelas deixadas. Sua casa vive cheia de pessoas, principalmente mulheres, as quais ele pode escolher a dedo. Além disso, dinheiro não é um problema. O fato de ser um grande traficante lhe rende dinheiro o suficiente para ter uma vida de luxo. 

A vida de Sloan e Asa se cruzam na faculdade, eles têm uma aula em comum. Ambos sentem uma atração um pelo outro. E logo isso vêm a calhar num encontro. Encontro no qual mudará drasticamente o percurso da vida de ambos. 

O relacionamento deles é construído em bases extremamente frágeis. Marcado por abuso sexual, traições e agressões físicas. É impossível não sentir o coração se partindo a cada vez que Asa se volta à Sloan. Os capítulos narrados por ela são realmente doloridos, confesso que houveram momentos que desejei nem mesmo ter iniciado essa leitura. 


Sem dúvidas, Asa é o personagem mais desajustado emocionalmente que já conheci em toda a minha trajetória como leitora. Nem mesmo a sua infância conturbada é capaz de justificar todas suas atitudes horríveis, principalmente voltadas à sua namorada. 

Alguns de vocês, apenas lendo a resenha, devem estar se perguntando o motivo pelo qual ela tolera tudo isso. Sloan é tudo menos uma coitada. Ela consegue compreender que as atitudes de Asa beiram a loucura e que não merece de forma alguma como ele a trata. Porém, no momento não existe uma saída. O tratamento de seu irmão por parte do Estado foi suspenso, sem recursos financeiros, Sloan se vê de mãos atadas quando Asa se oferece a pagar por seus cuidados. 

E onde entra o Carter nessa história?! Pois então, ele é um dos frequentadores da casa de Asa. Um dos seus novos parceiros de negócio. Porém, imediatamente Sloan consegue perceber que ao contrário de todos os outros ele não é um caso perdido, que existe algo realmente bom dentro dele. E é claro que sua intuição estará mais do que certa. E ela não medirá esforços para o trazer para perto de si, assim como ele também não. Mas é claro que isso não será fácil, para Asa, Sloan é sua propriedade e, ainda pior, não aceita que ninguém esteja acima dele. 

Colleen Hoover acertou em cheio escrevendo essa história. Mas devo dizer que não é para qualquer leitor. Nessa conhecemos outra versão da CoHo, digamos que uma versão obscura. E devo dizer que, particularmente, acho que ela se saiu muito bem! Através dessa a autora conseguiu nos fazer refletir trazendo à tona a realidade sombria de um relacionamento abusivo, o consumo exacerbado de drogas e os efeitos da falta de cuidados por parte dos pais durante a infância. 

E para quem não sabe inglês ou só prefira ler em português, o livro já foi traduzido e pode ser encontrado aqui. Bom, está feita a minha super recomendação!

ISBN-10: 8580442680
Autor: Ernest Cline
Ano: 2012
Páginas: 464
Idioma: Português
Editora: Leya
Gênero: Aventura/Ficção científica
Nota: 4/5
Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada “Oasis”. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa, e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época em que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.
Fiz a leitura de Jogador Nº1 no início deste ano, após muito tempo e muita insistência por parte de um amigo que tem esse livro como o favorito de toda a vida e realmente foi uma grata surpresa. Não que eu não confie no julgamento do meu amigo, mas não imaginei que iria me surpreender tanto com o livro. 


Primeiramente, sabemos que mesmo melhores autores mundialmente reconhecidos já tiveram o seu primeiro romance e dificilmente é uma história realmente boa, porque é muito difícil acertar logo de cara, certo? Este livro é uma das exceções. Cline acertou de cara no enredo e nos elementos da história. Além disso, tente imaginar um jogo de RPG mas sem a parte visual, ainda assim você consegue ver tudo claramente em sua cabeça e viver aquilo… apesar de ser uma tarefa extremamente difícil o autor consegue nos colocar lá. 

Então, a história é ambientada no ano de 2044, em um mundo onde a escassez de recursos chegou a todos os lugares do globo e somente os mais ricos conseguem ter acesso a uma qualidade de vida superior. Porém, qualquer pessoa com o mínimo de dinheiro consegue adquirir um kit de realidade virtual OASIS. E é nesse mundo utópico e virtual que as pessoas preferem viver, porque nesse mundo você pode ser o que bem entender. Você pode ser humano, elfo, um gigante e mesmo assim fazer tarefas cotidianas, como por exemplo estudar e trabalhar, tudo no mundo virtual! E apesar de esse não ser o foco principal da história, através da vivência de Parzival (ou Wade) que é o nosso personagem principal, conseguimos ter uma visão bem clara de como seria viver em um mundo sem recursos.

“Um lugar agradável para que o mundo se escondesse de seus problemas enquanto a civilização humana lentamente ruía, principalmente por negligência.”

Mas se esse não é o foco, qual é? James Halliday é a grande mente por trás do OASIS. Acontece que mesmo com tanto dinheiro e sucesso na vida profissional, sua vida pessoal não era tão bem sucedida assim. Halliday morreu sozinho, sem família e sem herdeiros, mas antes disso ele resolveu esconder no jogo um easter egg. Para chegar até ele, o jogador tem que passar por três provas que vão lhe render três chaves. O primeiro a conseguir desvendar todas as charadas e encontrar o easter egg vira herdeiro de toda a sua fortuna. Acontece que já fazem cinco anos desde que Halliday morreu, e até agora ninguém nunca conseguiu chegar nem perto da solução da primeira pista.


Então, temos nosso herói, Wade, que no OASIS se chama Parzival. Parzival é um dos milhares de players conhecidos como “caça-ovos”, que são pessoas dedicadas a estudar tudo o que influenciou Halliday para ter chances de encontrar e vencer os desafios que levam ao easter egg milionário. E chega o momento em que, meio sem querer, Parzival consegue achar a primeira porta e passar pelo primeiro desafio. Logo que seu nome aparece no ranking da caça, as coisas começam a ficar mais interessantes…

“Eu era apenas mais uma alma triste, perdida e solitária, desperdiçando a vida em um videogame. Mas não no OASIS. Ali dentro, eu era o grande Parzival.”

E apesar de eu já ter falado bastante, isso acontece logo no início do livro. Portanto, pode ficar tranquilo que o ritmo de leitura é bastante interessante, ao menos na maior parte do tempo. Em determinado momento, surge um pequeno romance que tira o foco de Parzival e a história perde um pouco do seu ritmo. Esse é o único motivo pelo qual não dei cinco estrelas para o livro.


E se você está achando que o livro é só sobre isso, está bastante enganado. Existem vários outros elementos que foram muito bem colocados na história, deixando-a ainda mais interessante. Novos personagens são introduzidos, existem infinitas referências à cultura pop dos anos 80, e é claro que existe uma pessoa disposta a tudo para impedir que Parzival e seus novos companheiros cheguem ao seu objetivo, não é mesmo? Mas, como eu disse, todos esses elementos são introduzidos no momento certo e da maneira correta na história.


Para aguçar ainda mais sua vontade de conhecer essa história incrível, março de 2018 é a data prevista de lançamento para o filme baseado na história do livro, contando com a direção de ninguém menos que Steven Spielberg. O filme está em fase de pós-produção e não tenho dúvidas de que será uma ótima ficção científica. Então, você tem bastante tempo pra entrar nessa história e ainda pesquisar todas as referências. Espero que gostem dessa aventura tanto quanto eu.

“Foi quando eu percebi que por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, é também o único lugar onde se pode encontrar felicidade de verdade.”

Oi leitores! Hoje eu trago para vocês os melhores lançamentos da Editora Selo Jovem. Tem histórias para cada gosto, adultas, fantasias, romance, tem tudo do bom e do melhor. Se vocês se interessarem por qualquer um dos livros, é só clicar no link que deixarei disponível, assim vocês poderão adquiri-los, ok?


Cartas para Helen
Hicky Carrera
“Entreguem… Entreguem para ela…”
Essas foram suas últimas palavras. Sob uma cidade destruída e abandonada, dois sobreviventes são testemunhas desse pedido. Em suas mãos, um punhado de cartas destinadas a uma mulher, e em volta, gritos anunciando o perigo. A única saída é fugir. A única maneira é se esconder. A única chance é lutar. Um mistério que os persegue até o fim, enquanto leem cada linha das cartas que carregam, que não só lhes dão uma esperança de sobreviver, como revelam a verdade por trás da catástrofe que os rodeiam.





Asilo
Parker Alice

Começa sua jornada por essa terra celestial e infernal.
Um grupo de pacientes reunido pelo país todo:
Ricardo, que apesar da idade não amadureceu.
A sorridente Edna, madura de causar inveja a Balzac.
Linda Cláudia, marcada pelo estigma do racismo.
O jovem Luiz que sabe sobre golpes, teorias e etc.
Uma pessoa chamada Wagner quebrando a força todo tabu.
Calado Edgar age como quem tem muito a falar.
O senhor Jerônimo, mais velho morador desta terra.
Logo na entrada estes corredores querem te enlouquecer.
Ouve sons terríveis através daquelas paredes
Um gosto como cadáveres carbonizados.
Com medo você prossegue.
Uma dúvida persegue.
Restaria algo?
Alguém?

 Entre 4 paredes

Marta Arêas Campos

Latidos de cachorro, pratos quebrados, comemorações de gol, choros de bebês e até gemidos de sexo. Quem nunca se incomodou com os barulhos dos vizinhos? No edifício 931 não é diferente. Até que, no dia da final da Copa do Brasil, uma investigação policial terá que desvendar um possível crime por meio dos ruídos corriqueiros ouvidos pelos residentes. As obsessões do esquisito investigador Renan e os fetiches de seu depravado parceiro, José Carlos, conduzirão uma das investigações mais bizarras e inusitadas do décimo sétimo batalhão. “A autora tem veia jornalística no estilo Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos, excelente par non-sense, com aquele toque de quem sonha acordada positivamente, sentindo e divertindo-se intimamente com o que escreveu (...) tem o olhar e faro de escritora, como se diz no jargão. Excelentes comédias (...)” (Prêmio Literário Mark Wertz) “Trabalhar com a Marta foi sem dúvida uma grata surpresa. A maneira como ela satiriza a vida real e os romances modernos é incrível e ao mesmo tempo muito divertida. Se em um conto foi surpreendente o que dirá em um romance. Um nome para jamais se esquecer! (Leandro Schulai, escritor)

A legião dos Anjos - A volta dos cavaleiros do apocalipse
Nilton Trovo

Céu e Inferno protagonizam uma guerra milenar, tão antiga quanto a criação do próprio universo. Tal batalha sempre envolveu os dois extremos dos mundos, porém, esta guerra está prestes a se estender para Terra. Lúcifer está em posse de um pergaminho celeste e pretende soltar os quatro Cavaleiros do Apocalipse e começar o Fim dos Tempos. Em meio a sua trama, um querubim é proibido de viver em seu refúgio e decide escolher a Terra como moradia. Adryan pode não saber, mas é o único que pode deter os planos de Lúcifer, e para isso, contará com a ajuda de Alice, uma Nefelim que encanta o coração do alado. Desta paixão secreta surge um amor capaz de ganhar a guerra e vencer as barreiras da morte.

O cafa das galáxias
Ualace Campos
Primeiro livro da série O cafa das galáxias, a obra é considerada umstand-upcomedy book sem limites éticos ou gramaticais. Leitura adulta e não recomendada a pessoas excessivamente sensíveis à temas polêmicos. Jhow é um cafajeste. O maior deles. O cafa das galáxias. Não lhe faltam oportunidades (nem tempo) para criar e propagar as porcarias que fez e que faz. Sua vida é palco de procrastinações e heresias, até o dia em que sua memória falhou e ele começou uma cruzada para descobrir com quem ele dormiu (Dormiu: eufemismo para . . . você sabe, não?). “. . .o autor tem potencial narrativo amplo e lírico, excelente para non-sense. . . Impressiona como existem excelentes ficcionistas ainda não descobertos no Brasil, e o autor é um deles. . .”, prêmio Mark Wertz.

Bem gente, esses são os principais lançamentos da editora. Se vocês tiverem interesse em qualquer um dos citados acima, é só entrar aqui e adquiri-los. ♥