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LOVECRAFT PARA TODOS

22 novembro 2017


Que a Darkside Books lança livros maravilhosos, isso a gente já sabe né? Mas parece que agora a editora aumentou o nível e decidiu publicar edições para cada gosto, ou seja, o mesmo livro, mas abordado de uma forma diferente. Estou falando dos três lançamentos referentes ao grande autor do terror. H.P. Lovecraft.

Mas antes de apresentá-los os livros lindos (no qual já quero todos), vocês conhecem H.P Lovecraft?

Seu nome completo é Howard Phillips Lovecraft, nascido no dia 20 de agosto de 1890 em Providence, Rhode Island. Seu falecimento aconteceu no dia 15 de março de 1937. Howard foi um escristor que revolucionou o gênero terror, trazendo elementos fantásticos que eram/são típicos dos gêneros de ficção cientifica e/ou fantasia. Lovecraft chamava seu princípio literário de "cosmicismo" ou "terror cósmico", pelo qual a vida é incompreensível ao ser humano e o universo é infinitamente hostil aos seus interesses. Suas obras expressam uma profunda indiferença às crenças e atividades humanas, assim como uma atitude profundamente pessimista e cínica, muitas vezes desafiando os valores do Iluminismo, do Romantismo, do Cristianismo e do Humanismo.Os protagonistas de Lovecraft eram o oposto dos tradicionais por momentaneamente anteverem o horror da última realidade e do abismo.
Lovecraft originou o ciclo de histórias que, posteriormente, foram agrupadas no Cthulhu Mythos e o grimório fictício conhecido como Necronomicon — supostamente vinculado a John Dee, astrônomo e ocultista britânico do século XVI — através do qual os seres humanos em suas histórias se comunicam com o panteão de entidades criadas pelo autor. Lovecraft era assumidamente conservador e anglófilo, o que pode ser observado em seu poema An American To Mother England, publicado em janeiro de 1916. Seu estilo literário emprega arcaísmos, vocabulário e ortografia marcadamente britânicos, fato que contribui para aumentar a atmosfera de suas histórias, como no conto O Caso de Charles Dexter Ward, que contêm referências a personagens que viveram antes da independência das Treze Colónias, bem como a estabelecimentos comerciais existentes entre os séculos XVII e XVIII.
H.P. LOVECRAFT: MEDO CLÁSSICO VOL. 1 – MISKATONIC EDITION

Hoje em dia fica difícil imaginar a cultura pop sem a presença de Howard Phillips Lovecraft. Reconhecido como o legítimo sucessor de Edgar Allan Poe, Lovecraft passou a vida desenvolvendo seres e universos fantásticos. Assim como Tolkien, ele criou sua própria mitologia com deuses e entidades ancestrais. Seu terror cósmico, onde o bem e o mal independem de carma ou moralidade, influenciou muitos dos livros, filmes, bandas e games que a gente tanto ama. De Evil Dead a Re-Animator, de Alien aos zumbis de George Romero, das músicas do Metallica às capas do Iron Maiden, das partidas de Alone in the Dark ao Asilo Arkham de Batman... os exemplos de adaptações e inspirações são incontáveis, a ponto de “lovecraftiano” ser considerado um estilo.
Uma homenagem àquele que foi tão bem-sucedido na tarefa de pensar o impensável, a edição da DarkSide® é feita de fã para fã: da capa dura à nova tradução com notas comentadas de Ramon Mapa, grande estudioso da obra, dialogando com as ilustrações de Walter Pax, que parecem ter saído do próprio Necronomicon.

A obra também conta com uma seleção de cartas e documentos coletados pelo historiador Clemente Penna na Brown University especialmente para esta edição, tudo feito com cuidado e carinho para que os verdadeiros adoradores do filho de Providence tenham em mãos a edição definitiva do mestre.



H.P. LOVECRAFT: MEDO CLÁSSICO VOL. 1 – COSMIC EDITION

O texto das duas edições de H.P. LOVECRAFT: MEDO CLÁSSICO VOL. 1 é o mesmo, mas cada uma delas reflete a personalidade de seus peculiares leitores. A COSMIC EDITION é uma viagem aos recantos mais alucinados da mente de Lovecraft, mesclando loucura e realidade.






O FANTÁSTICO ALFABETO LOVECRAFT
Prepare-se para mergulhar no imaginário universal do mestre com tiaras misteriosas, criaturas do mar e monstros com cabeça de polvo e asas de dragão, tudo em um único livro carinhosamente planejado por uma dupla tão fã de Lovecraft quanto os pequenos leitores serão um dia.

O selo Caveirinha vai ajudar os pequenos a darem seus primeiros passos no mundo mágico da fantasia e da imaginação. Afinal de contas, não é do berço que a gente aprende a amar os livros? Agora você pode acalmar seus anjinhos endiabrados com histórias e fábulas cheias de atitude.

Para os mais crescidinhos que já se encantaram e se tornaram leitores fiéis da DarkSide®, fica a certeza: a Caveirinha puxou a editora mãe. Livros em capa dura com bordas arredondadas para não machucar os pequenos, histórias pra todo o sempre e ilustrações de outro mundo. Tudo feito com muita qualidade e carinho de fã para um futuro fã.

Como vocês perceberam, teremos livros para todos os gostos. Até para nossos pequenos (que eu confesso querer ler essa edição também). E vocês? Já adquiriram alguma dessas edições ou já conheciam o mestre?


Referências: wikipédia e site da DarkSide Books

Só Os Animais Salvam, de Ceridwen Dovey

18 outubro 2017

"Enquanto você não amar um animal, sua alma estará adormecida."
E digo que enquanto você não descobrir o que implica amar um animal, pouco saberá de si mesmo, dos outros e do que é um ser humano de fato. Este livro é sobre isso.
Quando o adquiri, apesar de ser da Editora Dark Side, achei que se tratava de contos infantis com animais dóceis nos dizendo tudo o que envolve uma história com moral.
No primeiro conto me surpreendi com a qualidade da escrita e com o tom real que foi desenvolvido, logo percebi que não se tratava de infantilizar animais nem impor moral, se tratava de contar uma história real e tudo o que isso implica: o peso, a leveza, a dor.
Terminei esse primeiro conto chorando muito e não consegui seguir com o livro. Decidi ler um conto por dia, assim deixando cada animal falar comigo por um dia inteiro. Cada conto pede reflexão.
Este livro nos ensina que amar um animal não é comprar um animal, adotar um animal, estar com animais ou deixar de comer animais. Amar um animal é ouví-lo, é saber ler o que ele está querendo te passar, mais importante: é saber a importância disso. É deixar de olhar para si como superior, como dono, como o que ensina e não mais precisa aprender; é aceitar sua natureza, seus erros e sua bestialidade. É tornar o espírito tão sensível ao ponto de entendê-lo e com isso perceber a diferença no próprio Ser.
"Receio que os animais considerem o homem como um ser da sua espécie, mas que perdeu da maneira mais perigosa a sã razão animal, receio que eles o considerem como o animal absurdo, como o animal que ri e chora, como o animal desastroso" — Nietzsche

 Quando digo histórias reais não falo de fato real, pois ainda não descobrimos exatamente o que os animais pensam, mas e se imaginarmos? Se nos colocássemos no lugar deles tão profundamente ao ponto de deixar de ser nós mesmos e nos tornássemos apenas naquele animal? É esse exercício que o livro nos propõe, e é nesse pensamento que acharemos a chave para abrir uma porta que nem sequer sabíamos que existia dentro de nós mesmos. A porta que Nietzsche abriu no último momento de lucidez da sua vida. Não é uma porta para um lugar agradável, a consciência do que temos feito com os animais e com o Planeta, cai sobre o que fazemos um com o outro. Não à toa, a maioria dos contos são ambientados em épocas de guerra. A dor de ter aberto essa porta da consciência e profunda compaixão é excruciante e ela não poderá mais ser fechada, tamanho o peso dela. Mas só a partir dessa porta podemos salvar alguma coisa, nem que seja nos salvar de nós mesmos.


Animais não são só cães e gatos, um mexilhão também é um animal!

Esse livro como podem perceber, se tornou algo pessoal, pois essa porta que contei a vocês eu a abri faz alguns anos e por isso o livro falou tanto comigo. Poderia também fazer uma resenha de cada conto, mas vou poupá-los. O que quero mesmo é que leiam esse livro, mas leiam não só com os olhos,  leiam com os ouvidos, com o olfato e com as batidas do coração, assim como os animais fazem quando estão prestando atenção em algo. Sejamos presentes como são os animais!

Para quem gosta de combinar leitura e música, indico o artista Danny Norbury e o album dele Light in August para este livro.