Estamos bem, de Nina LaCour


Marin está sozinha no alojamento da faculdade, em Nova York, e aguarda de forma nervosa e ansiosa a chegada de Mabel. Marin divide o quarto com Hannah, mas ela foi passar o Natal com a família. Sabemos que Marin perdeu sua mãe quando tinha 3 anos e passou a viver com o seu avô, mas seu avô também faleceu, há mais ou menos quatro meses. Por esses acontecimentos, Marin se isolou e fugiu de todos, estando perdida e sem ânimo para viver.

Então, Mabel chega e vai tentando conversar com Marin, perguntando coisas simples sobre como está vivendo sozinha. De forma bem fechada, Marin vai tentando responder aos questionamentos da amiga. Até que Mabel convida Marin para ir para casa com ela, e esse foi objetivo principal de Mabel ir vistá-la, e assim ela passar o Natal com Mabel e a sua família. Marin está bem receosa e Mabel fará o possível para que ela aceite.

Ficha Técnica:
ISBN: 9788592783341 | Ano: 2017 | Páginas: 224 | Idioma: português | Editora: Plataforma21 | Gênero: Jovem adulto

Primeiro preciso dizer que adorei essa história e que você precisa estar em um bom estado emocional para ler. É uma história que me tocou e a autora conseguiu passar de forma realista todo o luto que Marin está vivendo. A garota só teve o seu avô durante sua vida e sempre sentiu falta de ter uma mãe. Quando Marin perde o seu avô, ela fica sem chão e acha que não tem mais ninguém.

Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu.

A história é narrada em primeira pessoa, e tem capítulos alternados com o passado, contando como aconteceu e o que aconteceu para que Marin estivesse dessa forma. A escrita da autora é muito leve e fluída, rapidamente você termina a história e confesso que parei de ler porque não queria que terminasse logo. De forma sutil e natural a autora mostra que além de amigas, Marin e Mabel tiveram um relacionamento amoroso. Posso afirmar que o foco do livro não é o romance e sim, toda a solidão que Marin está enfrentando.

Eu sofri junto com a Marin e torci para que ela conseguisse entender que mesmo perdendo os seus entes familiares, ela ainda tinha pessoas ao seu redor para ajudá-la.

A vida é fina e frágil como papel. Qualquer mudança repentina pode rasgá-la.

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