Posts Recentes

Mostrando postagens com marcador clássico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador clássico. Mostrar todas as postagens

Crônica de um amor louco, de Charles Bukowski

06 setembro 2018


Olá leitores! hoje vou falar um pouco sobre Crônica de um amor louco, de Charles Bukowski. O livro é o primeiro dos dois volumes da obra Ereções, ejaculações, exibicionismo.

Se você conhece um pouquinho do universo literário, com certeza já ouviu falar no polêmico Bukowski. Sua literatura é conhecida por ter um caráter autobiográfico e com temas relacionados a alcoolismo, prostituição, sexo, pessoas miseráveis e experiências infelizes. A escrita do ''velho safado'', como ficou conhecido, é mundialmente apreciada. Seus clássicos possuem muitos admiradores, pelo fato de demonstrar a realidade nua e crua, sem eufemismos ou metáforas.

Após tanto ver e ouvir falar a respeito, resolvi tirar minhas próprias conclusões perante a escrita de Charles Bukowski, dessa forma, esse livro se tornou a minha primeira experiência com a literatura do autor. Confesso que fiquei bem chocada, pois esperava uma coisa totalmente diferente. O livro não me decepcionou, mas também não superou às minhas expectativas, afinal, eu as tinha, já que o autor é tão famoso.


Ficha técnica:
Título: Crônica de um amor louco | Autor: Charles Bukowski ; tradução de Milton Persson | Ano: 2011 | Páginas: 314 | Idioma: português Editora: Editora L&PM


Crônica de um amor louco é composto por mais de vinte contos, se iniciando com o conto a mulher mais linda da cidade. A primeira história narra a vida de Cass, uma jovem que passou a adolescência no convento. Cada conto possui uma história diferente, no qual Bukowski mergulha na excitação e insanidade. Em geral, os contos são interessantes e engraçados. Todas as histórias envolvem muito sexo, gritaria e bebida.

A narrativa do autor é muito diferente de tudo o que já li, pois utiliza palavras obscenas e até grosseiras para narrar a história, demonstando a frenesi e loucura que está sentindo. Se tem a impressão que o mesmo escreveu tais contos na mesa de um bar, tudo parece muito real. 

Outro fato interessante, é como o autor marginaliza tudo ao ser redor, inclusive si mesmo. Nessa obra, demonstra-se a fragilidade e a decadência do ser humano, expondo a parte inferiorizada e esquecida da sociedade. Ainda, termos como ''pau'', ''xota'' e ''gozada'' são encontradas com muita facilidade nesse livro, ele realmente não utiliza eufemismos ou metáforas para falar o que pensa, tudo é sem pudor.


A minha experiência de leitura foi positiva, como já disse anteriormente, não superou minhas expectativas, mas gostei bastante. Charles Bukowski fez tudo, menos o que eu esperava e talvez essa tenha sido a maior satisfação da leitura. O autor é diferente de tudo o que já li, sua escrita chega a ser fascinante, me senti ao lado dele em um bar.

Recomendo a obra, principalmente para que tenham a experiência incrível de conhecer essa leitura tão enigmática. A escrita de Bukowski não tem medida, não se caracteriza, ela simplesmente é única.

Paraísos Literários ao Redor do Mundo

30 agosto 2018


Olá leitores! Quem ama ler com certeza já sonhou em conhecer as charmosas livrarias espalhadas pelo mundo. Há algum tempo tive a oportunidade de realizar esse sonho e desbravar as livrarias mais famosas de Londres, na Inglaterra, Paris na França e San Francisco nos Estados Unidos.

Hoje vou compartilhar um pouco da minha experiência com esses paraísos literários e o que achei sobre cada um deles. 

Shakespeare and Company 


A Shakespeare and Company é o berço literário de Paris. Localizada próxima a Catedral Notre Dame, essa livraria foi criada em 1951 e foi ponto de encontro para autores como Ernest Hemingway e James Joyce.

A famosa livraria se tornou um forte ponto turístico após ser retratada nos filmes Antes do Pôr do Sol e Meia Noite em Paris, e também pelo fato de se tornar a queridinha do Tumblr, afinal, quem nunca viu uma foto dessa livraria?
O principal lema da loja é “Seja gentil com estranhos, pois eles podem ser anjos disfarçados”, vemos essa frase estampada em diversos lugares no interior do local.

Atualmente, a Shakespeare and Company funciona como sebo e biblioteca, sendo especializada em literatura de língua inglesa. Além disso, tem seu próprio café com vista para a incrível Catedral de Notre Dame e o Rio Sena.

Achei a livraria incrível, é fácil encontrá-la pelas ruas de Paris, afinal, ela é próxima de diversos pontos turísticos. O lugar é super aconchegante, surreal, me senti em um filme. 
Se você vai ou pretende ir a Paris, coloque a Shakespeare and Company no seu roteiro, você não vai se arrepender!


Gosh! Comics

Resultado de imagem para gosh londres


Para os fãs de quadrinhos, a Gosh! Comics é uma excelente opção. Essa livraria é localizada no bairro de Soho em Londres, um bairro super alternativo e que possui diversas atrações, com certeza é a rua mais legal da cidade.

A Gosh! é considerada a melhor loja de quadrinhos de Londres, além de ter uma diversidade muito grande em HQs, mangás e livros, também possui discos e cd's.

Essa livraria possui uma área dedicada apenas a clássicos de Alan Moore e Neil Gaiman, ainda, tem dois andares e um subsolo, onde ficam as diversas HQs. Além disso, tem uma lojinha super bacana para você comprar funko, camisetas, canecas e etc...

Conheci outra loja de quadrinhos em Las Vegas, mas a Gosh! é pra lá de especial, me senti em casa e poderia ficar horas lá dentro. É uma livraria super organizada e que vale muito a pena conhecer, principalmente porque fica no bairro mais legal de Londres.



City Lights Books

Resultado de imagem para city lights books


A City Lights é a livraria mais famosa de San Francisco e tive o prazer de conhecê-la há algumas semanas atrás. Na cidade é tudo muito afastado então tive um pouco de trabalho para achar, mas valeu cada segundo dessa experiência.

A cidade de San Francisco é super aconchegante, você se sente em um filme vintage, então não esperava menos de suas incríveis livrarias.

A City Lights Books está em San Francisco há mais de 60 anos e é considerada um marco literário na cidade, visto que é uma das poucas livrarias independentes dos Estados Unidos. Conhecida por ser pioneira nos livros de bolso, a loja possui diversos títulos raros e ideias alternativas, como por exemplo, não é permitido wifi ou aparelhos eletrônicos, pois se tem como lema que devemos aproveitar o melhor da leitura.

Ainda, essa livraria é imensa, ocupa o prédio inteiro e possui túneis de livros super antigos. Se você for a San Francisco, não deixe de visitar esse paraíso literário.

O sol é para todos, de Harper Lee

02 agosto 2018



Olá leitora, hoje vou falar sobre o clássico O sol é para todos, de Harper Lee. O livro foi lançado em 1960, ganhou o Prêmio Pullitzer de Ficção e foi escolhido pela Library Journal como o melhor romance do século XX. Além disso, a obra foi inspirada em fatos reais vivenciados pela própria autora. Com certeza você já deve ter ouvido falar desse clássico!

Comecei a ler O sol é para todos sem a menor pretensão. Comprei o livro após a indicação de um amigo e não sabia muito o que esperar, afinal, geralmente não gosto desse estilo literário. Mas sem exageros, essa obra tão singela ganhou meu coração e se tornou a melhor leitura do ano. 



Ficha Técnica: Título: O sol é para todos | Autor: Harper Lee | Tradução: Beatriz Horta | Ano: 2018 | Páginas: 349 | Idioma: português | Editora: José Olympio



A história se passa no auge dos anos 30 e é narrada por Scout Finch, uma menina de 6 anos de idade que vive com seu pai, Atticus, e seu irmão mais velho, Jem, em uma pequena cidade situada no sul do Estado Unidos. 

Ao longo da narrativa, conhecemos e acompanhamos a rotina das crianças, bem como seu crescimento e seus momentos de diversão. É importante ressaltar que neste período, os Estados Unidos estavam vivenciando o fim do período de segregação racial, consequentemente, a cidade aonde Scout e sua familia vivem é extremamente racista e preconceituosa. 

A trama tem como foco um julgamento, onde Atticus Finch, um advogado branco e de muito prestígio, é designado a defender um homem negro, Tom Robinson, acusado de estuprar uma mulher branca. Finch acredita que seu cliente é inocente e visa defender Tom, mesmo que não tenha a menor chance diante de uma população tão intolerante e que defende a imoralidade em um homem branco defender um homem negro.


Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros?


O sol é para todos é um romance incrível, me pergunto como não li essa obra antes. Os personagens são muito cativantes e a narrativa de Scout é muito acolhedora, visto que, vivenciamos os conflitos raciais da história através do olhar de uma menina inocente e que em muitas vezes não entende o que está acontecendo.

Ainda, a história retrata muito bem o estilo de vida das pessoas da época. Na mesma medida em que ficamos indignados pelo caso de racismo absurdo, onde a população considerava normal discriminar indivíduos pela cor de sua pele.


Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar - prosseguiu Atticus - E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo. Você raramente vai vencer, mas às vezes vai conseguir.


Esse livro me fez rir e chorar ao mesmo tempo, um clássico atemporal e emblemático, tratando de uma forma leve questões raciais importantissímas que infelizmente, ainda perduram nos dias de hoje. 
Além disso, O sol é para todos nos faz refletir sobre justiça, democracia e igualdade, afinal, será que realmente somos todos iguais?

Terra das Mulheres, de Charlotte Perkins Gilman

19 julho 2018



Olá leitores, hoje vou falar um pouco sobre o livro Terra das Mulheres, de Charlotte Perkins Gilman, também autora do notório conto O Papel de Parede Amarelo. 
Terra das Mulheres foi escrito em 1915 e recém publicado pela Editora Rosa dos Tempos,  na qual é considerada a primeira editora feminista brasileira.

Há alguns meses vi esse livro exposto na livraria e descobri que o criador de Mulher-Maravilha se inspirou nessa obra, desde então, ele ficou na minha wishlist e finalmente consegui lê-lo. Comecei a leitura sem pretensão, não conhecia a narrativa de Gilman e não sabia o que esperar de algo escrito há cem anos atrás. 

Terra das Mulheres é uma obra incrível, que me surpreendeu de uma forma muito positiva! A escrita da autora é fácil e instigante, fazendo com que o leitor queira saber mais e mais sobre essa terra composta apenas por mulheres e meninas. Esse livro se baseia em uma utopia e traz questões muito discutidas atualmente, como o papel da mulher na sociedade e o machismo enraizado em nossa sociedade patriarcal.


Ficha Técnica:Título: Terra das Mulheres | Autor: Charlotte Perkins Gilman ; tradução: Flávia Yacubian| Ano: 2018 | Páginas: 253 | Idioma: português | Editora: Rosa dos tempos


A história começa com três aventureiros, Van, Jeff e Terry, em busca de um terra lendária, composta apenas por mulheres. Os três jovens ao longo da jornada, idealizavam um país com mulheres fragéis e sensíveis, também acreditando que uma terra apenas com pessoas do sexo feminino seria um desastre, um verdadeiro caos e seria impossível uma sociedade civilizada sem que houvessem homens. 

Ao longo da narrativa, vamos acompanhando as aventuras e considerações dos jovens exploradores sobre essa isolada civilização, que se mostra bem diferente do que esperavam. Eles se deparam com um país extremamente organizado, sem doenças e guerras, sem problemas e desigualdades sociais,  bem como, uma arquitetura moderna e rica vegetação.

As moças são fortes, ágeis e pouco femininas, no que diz respeito ao que entendem como feminilidade. Possuem religião própria e seu pequeno país gira em torno da maternidade, na qual não é necessário um homem para a reprodução, anulando assim, a noção de desejo ou sexualidade. Essas mulheres são fortes e independentes, auxiliam umas as outras, para que se mantenha a paz. 

Os exploradores ficam cada vez mais curiosos e procuram entender os princípios e costumes tão diferentes dos seus. Entretanto, devido ao impulso dominador, começam a sonhar com que todas essas mulheres estejam à sua disposição para servi-los.




Ao longo da narrativa, percebe-se que a todo momento os aventureiros fazem comentários machistas, não acreditando na possibilidade de uma civilização tão organizada e moderna ser comandada apenas por mulheres. Além disso, sexualizam as jovens que ali vivem, debochando de seu visual e realizando comentários grosseiros.

Essa utopia é uma sátira e crítica social, que se encaixa perfeitamente nos dias de hoje. Demonstrando que o feminino nada tem a ver com o natural, mas sim com uma costrução social que tende a desvalorizar a mulher em relação ao homem. 

Terra das Mulheres é uma obra fantástica e com certeza vale a leitura!

5 Distopias que você precisa ler!

12 julho 2018



Olá, leitores! Hoje vou falar um pouco sobre algumas distopias que considero essenciais para os amantes do gênero. Dessa forma, elaborei um Top 5 dos melhores títulos distópicos que já li e que pretendo ler. 

Para quem não sabe, esse gênero se baseia nas estruturas sociais, onde se reforça o lado negativo de uma civilização apresentada como ideal. Demonstrando a desigualdade e problemas sociais promovidos geralmente por um poder autoritário e opressor, que visa manipular e alienar pessoas.

Além disso, é possível perceber uma estrutura comum da distopia na literatura, onde se tem geralmente um governo corrupto que utiliza diversos mecanismos para controlar a população e a partir desse contexto, a história enfatiza um indivíduo que passa por uma tomada de consciência, percebendo todos os problemas sociais ao seu redor. Assim, o personagem principal junto a seus aliados luta contra esse sistema, em busca de uma ''libertação''.

Vale ressaltar que muitas distopias clássicas se tornaram populares e influenciaram diretamente livros aclamados pelo público jovem, como por exemplo, a trilogia Jogos Vorazes e Divergente. Dessa maneira, procurei elencar algumas obras que considero mais importantes para a literatura distópica.

Cinco distopias clássicas que você precisa ler: 

1- 1984, George Orwell.

Resultado de imagem para 1984 foto livro george

Publicada em 1949, o contexto da história se passa a partir de um sistema totalitário governado pelo ''Grande Irmão''. Esse líder é considerado como um Deus pela população, ele controla tudo e todos através de um aparelho denominado teletela, que visa observar e transmitir notícias para os cidadãos. 
É nesse contexto que conhecemos Winston, um rapaz que odeia o partido, mas depende deste, pois trabalha em um ministério do governo com a função de alterar o passado, ou seja, ao sair uma notícia onde os dados não batem com algo que o Grande Irmão disse em um passado remoto ou não, os jornais são alterados. Winston, enquanto vive pressionado a aceitar o sistema vigente, acaba por, intimamente, se rebelar contra ele e, ao conhecer Julia, por quem se apaixona, ambos partem em uma revolta secreta contra o Partido, unidos pelo amor entre si e pelo desejo de liberdade.
Li o livro recentemente, já tinha conferido outras obras de Orwelll, mas essa com certeza é a melhor e mais impactante. 

2- Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley.

Resultado de imagem para admirável mundo novo foto livro
''Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade- os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de 'pai' e 'mãe' são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia- acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo.'' (Sinopse)
Admirável mundo novo é um dos livros mais incríveis que já tive a oportunidade de ler, foi o meu primeiro contato com a literatura distópica e provavelmente o meu favorito.


3- Fahrenheit 451, Ray Bradbury. 

Resultado de imagem para fahrenheit 451 imagem
''Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, 'Fahrenheit 451', de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.'' (Sinopse)
Confesso que essa obra é para mim, a mais desejada atualmente. Já conhecia o título, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Recentemente assisti a adaptação cinematográfica e me surpreendi bastante, desde então, estou ansiosa para essa leitura.


4- O Conto de Aia, Margaret Atwood.


Resultado de imagem para o conto de aia foto livro''A história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.'' (Sinopse)

Confesso que só li essa obra devido a aclamada série “The Handmaid’s Tale” que é baseada nesse livro incrível. O Conto de Aia é uma obra que com certeza irá te deixar desconfortável e fazer com que se reflita sobre diversos temas que ainda são muito atuais.
Se quiser saber mais detalhes sobre o livro e a série Clique Aqui

5- Laranja Mecânica, Anthony Burgess.
Resultado de imagem para laranja mecanica livro
''Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de '1984', de George Orwell, e 'Admirável Mundo Novo', de Aldous Huxley, 'Laranja Mecânica' é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.'' (Sinopse)
Laranja Mecânica é um clássico do cinema. O filme é cheio de simbolismos, fato pelo qual se torna ainda mais interessante. Entretanto, tive dificuldades para lê-lo, que na minha opinião tem uma narrativa um tanto quanto densa. Mas isso não me impediu de adorar a obra e considerá-la como uma das minhas favoritas.

O Amor Nos Tempos Do Cólera, Gabriel García Márquez

21 junho 2018



Olá leitores, hoje vou falar um pouco sobre O Amor no Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez. Nessa obra, o aclamado autor colombiano e vencedor de diversos prêmios, inclusive do Prêmio Nobel de 1982, conta uma intensa e turbulenta história de amor, que foi inspirada em seus pais.

O amor nos tempos do cólera é um clássico e sempre tive vontade de ler, mas ficava receosa pelo fato de ser um livro um tanto quanto denso. Confesso que demorei um pouco para gostar da leitura, pois a narrativa quase não tem diálogos e é mais voltada para a descrição dos personagens. Mas me surpreendi! Ao longo da história a leitura fluiu e meu coração pegava fogo a cada capítulo.


Ficha Técnica:
Título: O amor nos tempos do cólera | Autor: Gabriela García Márquez | Ano: 2016 | Páginas: 397 | Idioma: português | Editora: Record


O romance conta a história do amor platônico de Florentino Ariza por Fermina Daza, onde ele está há cinquenta anos apaixonado por ela. A história se inicia com os personagens já envelhecidos, mas ao longo da narrativa conhecemos o passado, presente e futuro do casal.

Florentino um jovem humilde, músico e poeta se encanta pela moça de boa família, Fermina. Entrentanto, o pai da jovem proíbe o romance e leva a filha para longe, os jovens continuam a trocar diversas cartas de amor, mas o pai de Fermina continua fazendo de tudo para manter a distância entre os dois.

Durante o tempo separados, Fermina Daza conhece o médico Juvenal, no qual acaba se casando e mantendo uma relação durante cinquenta anos. Ao longo do relacionamento controem o que acham de ser o amor. Quando ele morre de uma forma trágica, em seu enterro, Florentino Ariza aparece inesperadamente, declarando amor eterno à Fermina. Inicialmente ela o rejeita, mas ao longo da história descobre o que seu pai fizera para separá-los, bem como as traições de seu marido falecido. Assim, decide dar uma nova chance ao amor de sua adolescência. 

Bastou ao médico um interrogatório insidioso, primeira à ele e depois à mãe para comprovar uma vez mais que os sintomas de amor são os mesmos que a cólera.
Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.
Não se havia passado um dia sem que acontecesse alguma coisa que o fizesse lembrar-se dela.

O amor nos tempos do cólera prende o leitor a cada página, impossível não se apaixonar pelo amor genuíno entre Florentino e Fermina. Um amor imensurável, que apesar das dificuldades e desencontros se mantém durante anos.

O autor faz uma análise profunda e cruel dos personagens, conseguindo realizar uma ambientação perfeita. Além disso, utiliza de diversos elementos linguísticos, fazendo com que o leitor conheça o passado, presente e futuro dos personagens, bem como o passar de suas vidas. Confesso que essa habilidade do autor foi um dos fatores que mais me deixaram intrigada!

Algo que me incomodou foi que o amor romântico, na minha perspectiva, se tornou um tanto quanto obsessivo, afinal, Florentino fica cinquenta anos literalmente obcecado por Fermina, e em nenhum momento se questiona acerca de sua realidade social, onde as pessoas estão morrendo de um surto de cólera e possuem péssimas condições básicas de saúde. Achei genuíno, mas um tanto quanto tóxico, afinal, um amor que te cega, limita e individualiza é saudável?

O livro é profundo e vai te fazer pensar em varias questões, inclusive o amor profundo e sincero que perdurou por anos. É preciso um pouco de paciência para a leitura, mas com certeza vale a pena!

Pollyanna, de Eleanor H. Porter

20 abril 2018


Pollyanna é um clássico da literatura infantil e infelizmente eu não o conhecia. Passei a querer ler essa história, pois é um livro favorito de muitas pessoas, dentre elas a minha booktuber favorita, Melina Souza. A Melina já falou que ama essa história e sempre fala sobre um jogo do contente, e assim, eu fiquei bastante curiosa para ler, e ao final fiquei muito contente com essa leitura.

Ficha Técnica:
Título: Pollyanna| Autora: Eleanor H. Porter | Ano: 2016 | Páginas: 180 Idioma: Português | Editora: Autêntica | Gênero: Infantojuvenil

Pollyanna tem onze anos, acaba de perder o seu pai e agora irá morar com a sua tia, Miss Polly Harrington. Polly é uma mulher amargurada e não mostra nenhum tipo de simpatia por sua sobrinha. Polly só aceita a criança, pois acha que é um dever ter que cuidar da garota. Já Pollyanna é uma criança encantadora, muito falante, caridosa e sempre quer o bem de todos. Com essa personalidade e alegria, ela vai conquistar a todos na cidade. A garota vai ensinar a todos e ao leitor como o jogo do contente pode mudar a sua vida.

O jogo do contente, nada mais é do que encontrar um motivo para ficar contente diante de qualquer situação. O jogo foi criado pelo pai de Pollyanna, que diante de uma situação em que a garota ficou descontente com o que aconteceu, ele mostrou a ela que mesmo assim tinha um motivo para ficar contente. E acho que foi uma bela lembrança que o seu pai deixou, pois assim, sempre que ela ia explicar o jogo para alguém, recordava-se do seu pai.

A gente fica tão acostumada com isso... procurar alguma razão pra ficar contente, né? E quase sempre existe uma razão para ficar contente, é só tentar encontrar, até conseguir.

A narrativa é em terceira pessoa, mas segue um fluxo muito contagiante de sempre querer ler mais. No começo pode até parecer que Pollyanna é chata, mas é apenas o jeito dela de ver e viver a vida, além do mais ela é daquelas crianças que fala tudo o que acha. Com o jogo do contente, ela tem paixão pela vida que tem, e você sente que é algo verdadeiro. A forma que ela vai encantando a todos é emocionante. Já na metade do livro acontece um acidente e é aí que percebemos ainda mais o quanto é preciso acreditar e encontrar uma razão para estar bem.

Além disso, a autora nos envolve em pequenas tramas, como Pollyana querer encontrar um lar para Jimmy Bean (um garoto que ela encontra em uma de suas caminhadas), Miss Polly já amou alguém na vida dela e Pollyanna tentará descobrir quem é essa pessoa e juntar o casal.

Esse livro me surpreendeu positivamente e pude perceber o motivo de ser o favorito de tantas pessoas. Foi uma história que me deixou feliz e fico contente por ter lido. A leitura está mais do que recomendada, principalmente se você estiver triste por algum motivo, é uma história animadora e inspiradora. Acho difícil não se encantar por essa história.