Drácula: A história ainda não (literalmente) contada

domingo, novembro 09, 2014
Luke Evans - Drácula / Vlad Tepes
Dirigido por: Gary Shore   Nota: ♥♥♥♥♥


Sinopse: Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.

Fui ao cinema com muita vontade de assistir. Era um daqueles filmes em que assistimos o trailer e ficamos loucos de ansiedade, porque - aparentemente - seria épico. Vemos um ator que gostamos, uma história que é sempre venerada por todos (afinal Drácula is Drácula). Mas o que acontece quando você está empolgado demais com alguma coisa? Isso mesmo você se decepciona.


ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS.


O filme já começa com Vlad (Luke Evans) e seus ''companheiros'', vulgo soldados, encontrando um capacete. Vlad pensa alguns minutos e olha para uma montanha, onde supostamente há forças malignas. Até ai tudo bem, introdução do filme e da história. Vlad decide ir até lá e checar o que acontece na caverna dentro da montanha. Sombras, uma coisa meio ''dark'' é vista, um ser totalmente obscuro e maligno. Vlad teme, dois de seus homens morrem e ele sai de lá atormentado.

Chegando em sua humilde casa, em uma conversa com a sua loira/maravilhosa/gata esposa (Sarah Gadon), fica aflito com o que viu na caverna.

A história segue em seu ritmo fraco, tudo pouco explorado. Sabemos que Vlad foi enviado por seu pai aos turcos muito jovem e depois de lutar e derramar sangue inocente (como o Mestre Vampiro expõe em uma conversa com Vlad), ele retorna a sua Terra e é coroado príncipe. Não há um flashback para nos mostrar como foi essa passagem dele. Talvez esse tenha sido um dos grandes erros dos roteiristas: A falta de exploração dos personagens. Tudo muito vago, muito rápido. Não sabemos quase nada sobre o Mestre Vampiro, nada sobre o passado do Vlad (nada aprofundado) e isso me fez ficar com a sensação de que faltou algo.


A história continua, os Turcos acham que os guerreiros de Vlad mataram um homem deles, e além do pagamento, eles querem mil crianças para lutar e o filho do príncipe. Aliás, o príncipe que é um homem muito nobre e que se preocupa com o seu povo. Ele até considera entregar os garotos, pois temia a guerra, mas a súplica de sua esposa maravilhosa, o fez desistir. Assim, foi declarado uma guerra contra os Turcos. Vlad fica com medo do que pode acontecer e então tenta achar uma saída. Adivinhem só o que passa pela cabeça dele? Isso mesmo. Vou até a caverna obscura para tentar obter uma força mágica para destruir o exército inimigo. Daqui em diante, uma conversa interessante com o Mestre é iniciada. Vlad então toma o sangue do vampiro chefe e se não tomar sangue em 3 dias, ele volta a sua forma normal.


Talvez os únicos pontos altos da história, são as cenas de batalhas. Foram muito bem construídas, ensaiadas e interpretadas. Os efeitos visuais são incríveis e a fotografia espetacular. A primeira cena em que o poder do sangue no corpo de Vlad já faz efeito, ele - sozinho - destrói todo o exército dos Turcos. As pessoas ficam assustadas e já começam a imaginar a magia maligna que percorre o príncipe Vlad. E as cenas seguintes são assim, o povo fugindo para se proteger e os turcos formando exércitos e mais exércitos para matar todos que se opuseram em seu caminho. Vlad vai ficando cada vez mais sedento e paranoico.


A minha cena favorita, é durante uma batalha, a esposa dele acaba caindo de uma torre. Ele pula para tentar salva-la, mas infelizmente não consegue. Ela nos seus últimos suspiros, pede para que ele beba de seu sangue, para derrotar o inimigo. Depois de todo aquele drama moral, Vlad não resiste e fura com seus dois dentinhos vampiresco, o pescoço de sua amada. Poético não? A cena é muito bonita visualmente, mas os clichês estão ali.





Vlad então se torna Drácula. E para destruir o que resta dos Turcos, transforma mais alguns de seu reino em vampiros. O que acaba formando um mini-exército-vampiresco e derrotando o inimigo. Mas claro, os vampiros sedentos por sangue querem mais e ao perceberem que o filho do Drácula ainda é humano, tentam mata-lo. Drac se opõe, até que um homem com um crucifixo o retira dali. 
O sol nasce e começa a queima-los, aqueles gritos de dor começam a ecoar e todos os vampiros, - incluindo Drácula-, morrem queimados. Mas apenas Drácula recebe o sangue humano e volta a ''vida'', se tornando imortal. O filme termina com Drácula e o Mestre atualmente, no século 21, e de repente aquele close no rosto do Mestre Vampiro é dado e ele diz ''que os jogos comecem''. Ah que clichê, saudades Jogos mortais.

É um filme divertido, mas não o considero bom. Falas clichês, personagens vazios e que só servem pra divertir o público mesmo. Recomendo para se entreterem algum dia! 


2 comentários:

  1. Eu assisti esse filme e, como você, fiquei meio decepcionada também. De fato, é uma boa distração a primeira vez que você vê, mas não o tipo de filme que te faz querer ver de novo. Achei a adaptação nova de Frankstein muito melhor.

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    1. Sim, não é um filme que eu veria novamente. Eu não assisti a Frankstein ainda, mas todos me falarem bem do filme. :D

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